domingo, 27 de novembro de 2016

Lições antigas CPAD livro de Atos 1996


                   LIÇÕES ANTIGAS ESTUDO E COMENTÁRIO
                                LIVRO ATOS 1996 
       Atos dos Apóstolos lições CPAD 3 trimestre 1996





TEXTO – ÁUREO= “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda Judéia e Samaria e até aos confins da terra”, ( At 1. 8).

Leitura Bíblica em Classe = At. 1. 1 – 8;

At 1. 1 = Fiz o primeiro tratado, ó Teófilo, acerca de tudo que Jesus começou, não só a fazer, mas a ensinar,
1.       2 = Até o dia em que foi recebido em cima, depois de ter dado mandamentos, pelo espírito Santo, aos apóstolos que escolhera;
2.       3 = Aos quais também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias e falando do que respeito ao reino de Deus.
3.       4 = E, estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que disse de mim ouvistes.
4.       5 = Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo não muito depois destes dias.
5.       6 = Aqueles, pois, que se haviam reunido, perguntaram-lhes, dizendo: Senhor, restauraras tu neste tempo o reino a Israel?
6.       7 = E disse-lhes: Não vos pertence saber os tempos ou as estações, que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder.
7.       8 = Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vos; e ser-mr-ei testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia, Samaria e até os confins da terra.

INTRODUÇÃO; Os evangelhos narram o ministério de Jesus na Terra, O livro de Atos registra o poder sobrenatural do Espírito santo, não só na vida dos apóstolos, mas também na existência da Igreja que é o Corpo de Cristo.
Podemos chamá-lo de o “Quinto Evangelho” ou “Evangelho do espírito Santo”.

1.       AUTOR DE ATOS

1.       Evidência interna; A mudança do pronome da terceira ( eles) para a primeira pessoa do plural (nós), a partir de Atos 16. 10; mostra que o autor da obra era testemunha ocular e participava da comitiva de Paulo.

2.       Evidência externa; O documento mais antigo que atesta a autoria lucana do terceiro evangelho (conforme a ordem na Bíblia) é datado do segundo século, (Irineu).
Esta autoria é sustentada pela esmagadora maioria dos pais da Igreja.

3.       Lucas, “o medico amado” ( Cl 4. 14).
Sabemos que Lucas era grego, porque Paulo distingui seus cooperadores judeus dos demais, em Cl 4. 10 – 14 :
Apresenta Aristarco, Marco, e Jesus chamado Justo, dizendo que “são da circuncisão”,
Isso significa que são judeus; depois vem os outros: Epafras, Lucas e Demas, gregos.
Assim, “o medico amado” é o único escritor gentio da Bíblia.

4.       Destinatário. Os livros de Lucas e atos são a mesma obra. Isso podemos afirmar com certeza, baseado na Palavra de Deus. Ambos são dedicados particularmente a Teófilo, e de modo geral, para todos os cristãos.
Lucas faz menção do “primeiro tratado”, obviamente, uma alusão direta ao terceiro evangelho, (conforme ordem da Bíblia).
“Fiz o primeiro tratado ó Teófilo” diz, respeito a Lucas, cap. 1. 1 – 4), mostrando que o livro de atos é o segundo volume.

1.       PROPÓSITO DE ATOS.

1.       Objetivo do livro (At 1.1-3).
Se o propósito do evangelho de Lucas foi o de escrever sobre tudo o que Jesus “começou não só a fazer mas a ensinar”, assim também assim também a intenção do livro de Atos é registrar o que Jesus continuou a fazer e a ensinar, agora, pelo espírito Santo, através dos apóstolos.
Ao longo deste livro, o autor dá muita ênfase à ressurreição de Cristo,
Logo no versículo 3 ele afirma: “se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas”.
A expressão “infalíveis provas” tekmeriois, no grego só aparece aqui em todo o Novo Testamento.

2.       Titulo do livro; Este livro é tradicionalmente conhecido como”Atos do Apóstolos”, desde o segundo século este titulo não vem do próprio autor. O manuscrito sinaítico ( séc. IV d.C.)traz apenas praxeis no grego, que significa “Atos”.
O codex Bezae Sec. VI. d. C.). Intitula-se de “Atos dos Apóstolos”.
Esses homens foram os instrumentos do Espírito Santo, que realizaram as obras registradas nesse texto sagrado.

3.       DATA; Há uma divergência e não pequena, sobre a data da Escritura do livro.
A Bíblia, traduzida pelo Dr. C. I. Scofield registra a data do livro; Cerca de 60 A.D.!
A Bíblia de Estudo Pentecostal, registra cerca de 63 d.C!
E vejam o que fala o comentarista de nossa lição.
Lucas termina bruscamente a sua narrativa, deixando Paulo preso em Roma, ( At 28. 30 e 31).
É evidente que isso foi providencial, porque a história da Igreja não termina em Atos, mas no Apocalipse.
Por isso a narrativa não foi concluída. O fato deste evangelista não registrar a audiência do apóstolo dos gentios, e nem a sua segunda prisão e morte; não fazer menção da morte de Pedro (se é que ele esteve realmente em Roma;
Não mencionar o incêndio de Roma nem as matanças determinadas por Nero;
Silenciar completamente sobre a destruição de Jerusalém , são evidências suficientes para se datar e referida obra antes de 67 d.C. ( É comumente datada entre 62 e 67d.C.);
Eu na qualidade de professor, não entendo muito de Ética, mas nesta hora eu fico com o mais ético; do ano 60 a 63 d.C. . pois é o que registra os tradutores das Bíblias, amém!!!

4.       Exatidão histórica; Os críticos de Lucas fizeram uma investigação criteriosa, na tentativa de encontrar evidências históricas contrárias a narrativa de Atos.
Hoje os mais famosos eruditos na área de Arqueologia e Historia reconhecem a exatidão histórica deste escrito sagrado.
Historicamente, a obra está sujeita a qualquer prova.

III. O TERCEIRO EVANGELHO E ATOS.

1.       Os dois relatos de Lucas, Com relação ao terceiro evangelho, o próprio evangelista Lucas afirma que consultou as testemunhas oculares as quais, depois, vieram a ser ministros da Palavra, ( Lc 1. 2).
Em Atos, ele mesmo é testemunha ocular de considerável parte dessas narrativas.
Era companheiro do apostolo dos gentios.
O relatório da instituição da ceia do Senhor, registrado em ( Lc 22. 19 e 20), aproxima-se muito de Paulo em ( I Co 11. 24 e25 mais que qualquer dos outros três evangelhos.

2.       Características; Há muitas similaridades nesses dois livros; no estilo, na fraseologia medica e na ordem de apresentação dos fatos.
Eles relatam tudo o que Jesus começou a fazer e a ensinar, até o dia em que foi recebido em cima no céu At 1. 3;
Atos e Lucas são duas etapas do ministério de Jesus, sendo a sua ascensão a divisão da obra.
Lucas concluiu o registro da vida terrena de Jesus a subida do Filho de Deus ao céu, ( Lc 25. 50,51), e Atos começa o ministério celestial de Cristo também com a ascensão, At 1. 3, 9-11).

1.       O TEMA DE ATOS

1.       Instruções e a promessa do Pai; ( VV. 2 e 4 ).
Depois de ter dado instruções, isto é, mandamentos; é o ensino de Jesus sobre a estrutura da igreja pestes a nascer.
O evangelista Lucas é o único que afirma ter o Filho de Deus ter ficado 40 dias com seus discípulos, após a ressurreição, e confirmado a promessa, feita desde os dias dos profetas, sobre o batismo com o Espírito Santo, Atos reafirma a vocação dos apóstolos.

2.       “Restaurarás tu neste tempo o reino a Israel”?
Os assuntos principal de Jesus nesses 40 dias, eram sobre o Reino e Deus e o Espírito Santo.
Entretanto, os discípulos estavam apreensivos com a restauração de Israel.
Queria saber se tal fato aconteceria naqueles dias.
Eles ainda não tinham uma compreensão exata das coisas, parece que ainda confundiam o reino espiritual com o político. Em resposta a essa pergunta, está o grande tema do livro, não só para os apóstolos, mas também para a Igreja em todas as eras; “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até os confins da terra, At 1. 8;

1.       A IMPORTÂNCIA DO LIVRO DE ATOS;

1.       Manifesta o poder de Deus. “Recebereis a virtude” (v. 8). “Virtude” no grego é dinamís, de onde vêm as palavras dínamos dinamite, dinâmico”.
É justamente isso que acontece com o crente ao receber, Espírito. Foi isso que se sucedeu com os apóstolos.
Esse poder mudou a face do nosso planeta e alterou todo o curso da História, pois essa obra não deveria ficar confirmada em Jerusalém, mas estava destinada a alcançar os confins da terra.
Embora esse reino fosse diferente dos demais da Terra, sem ideologia material e programa político, haveria contudo de enfrentar não somente a hostilidade dos judeus, mas também a do mundo pagão, incluindo o próprio Império Romano.
A Igreja, sem exército fisicamente armados, mas empunhando da Espada do Espírito, enfrentou as hostes do maligno e saiu vitoriosa!
Com ousadia eles pregaram por toda a parte.
Isso porque esses discípulos estavam revestido do poder do Espírito Santo.

2.       Leva o nome de Jesus para as nações;
Hoje o mundo islâmico, com toda a hostilidade ao cristianismo, em nada é menos hostil que a época, a qual Paulo enfrentou em suas viagens missionárias.
Mesmo fundou igreja por toda parte. Ora, se ele enfrentou tal situação, porque não nós na atualidade?
Ai esta uma das importâncias de Atos; Temos na mão o mais completo manual de missos;
Jesus disse: “o campo é o mundo”, ( Mt 13. 38 ). Não afirmou
Ele não afirmou que era Jerusalém, nem a Judéia, Roma, minha cidade e a tua. Infelizmente, há ainda os que são míopes espirituais, os que pensam que o “campo” é o lugar onde mora.
Por isso, não são apenas apáticos às missões mas contra elas; outros não são contra mas não se esforçam, pois estão muitos acomodados.
É de se lamentar ver que uma igreja, a qual Deus proveu com recursos, esteja desperdiçando tempo, dinheiro e talentos dos que são vocacionados.
Ah! Se os apóstolos do primeiro século dispusessem de tais meios!.
O livro de atos é uma lição para os cristãos da atualidade.

3.       Compreendendo a Igreja apostólica;
Embora os 66 livros da Bíblia apresentem a mesma inspiração, sem o texto de Atos, jamais podemos compreender as epístolas paulinas e nem saberíamos qual seria a origem da Igreja, como Jesus cumpriu a promessa da vinda do consolador, a experiência dos apóstolos com o Espírito, o desenvolvimento da obra missionária e a expansão do Evangelho pelo vasto Império Romano.
Estas informações, para nós, valem mais que pepitas de ouro; todo o livro de Atos gravita em torno desse versículo.

CONCLUSÃO:

Quem examina e estuda o livro de atos ficam comprometido as missões.
Que o Espírito Santo possa despertar cada líder para a obra missionária, seguindo o Exemplo dos apóstolos.
Tal tarefa não é uma alternativa e nem uma necessidade e, sobretudo a uma ordem imperativa, ( Mc.16. 15 – 20; Mt 28. 19 e 20).
Graças a Deus que nos dá a vitória!!!



Atos dos Apóstolos

Lição 03 - O PRIMEIRO MILAGRE DA ERA APOSTÓLICA


Texto – Áureo = “Na verdade, na verdade, vos digo que aquele que crer em mim também fará as obras que eu faço e as fará maiores que estas porque eu vou para meu Pai” ( Jo 14. 12). 

Leitura Bíblica em Classe = At 3. 1 – 10; 
At 3. 1= Pedro e João subiam juntos ao Templo à hora da oração, a nona. 
V. 2 = E era trazido um varão que desde o ventre de sua mãe era coxo, o qual todos os dias punham a porta do templo chamada formosa, para pedir esmola aos que entravam. 
V. 3 = Ele, vendo a Pedro e a João, que iam entrando no templo, pediu que lhe dessem uma esmola. 
V. 4 = E, Pedro, com João fitando os olhos nele, disse: olha para nós. 
V. 5 = E olhou para eles, esperando receber alguma coisa. 
V. 6 = E disse Pedro; não tenho prata nem ouro, mas o que tenho isso te dou. 
Em nome de Jesus Cristo, o nazareno, levanta-te e anda. 
v. 7 = E, tomando pela mão direita, o levantou, e logo os seus pés e artelhos ( tornozelos se firmaram. 
V. 8 = E saltando ele, pois se em pé, e andou, e entrou com eles no templo, andando, e saltando, e louvando a Deus. 
V. 9 = E todo o povo o viu adorar e louvar a Deus; 
V. 10 = E conheciam-no, pois era ele o que se assentava a pedir esmola a porta Formosa do templo; e ficaram cheios de pasmos e assombro pelo que lhes acontecera. 

INTRODUÇÃO 

Em At 2. 43. Lucas afirma; “e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos”. 
A cura do coxo é uma amostra desses sinais; isso também mostra que o poder de Jesus, para curar os enfermos, continua, o qual foi delegado aos seus discípulos. 

I. JUDAÍSMO E CRISTIANISMO ANDAVAM JUNTOS 

1. Hábito de ir ao Templo. 
Os judeus oravam três vezes ao dia, de manhã, ao meio dia e a tarde. “a hora nona”, ( Sl 55. 17; Dn 6. 10 ); ainda hoje os judeus religiosos o fazem . 
Naqueles dias essas orações eram públicas. 
Os muçulmanos oram cinco vezes ao dia. 
Nós oramos continuamente, I Ts 5. 17; ( e eu pr. Lourival; com mui respeito, pergunto; “será?” a Palavra de Deus nos pede que oramos sem cessar, e nós temos obedecido? Se orássemos conforme a referencia apresentada, a Igreja do Senhor, não sofreria tanta pressão maligna como sofre, e seria em obediência outra; 
A ida desses dois apóstolos ao templo “a hora da oração a nona” mostra que cristianismo e judaísmo ainda andavam juntos. 
Cristãos e judeus juntos adoravam a Deus, e a pratica judaica ainda estava no cotidiano dos primeiros cristãos. 

2. Hostilidades entre cristãos e judeus. 
Três fatores contribuíram para que os judeus se separassem do Cristianismo; a salvação pela fé permitindo aos gentios seguirem a Jesus sem a observação da Lei; a divindade de Jesus; finalmente, a destruição de Jerusalém. 
A cidade santa era o símbolo da unidade (Sl 122.2) 

II. O LOCAL DA CURA 

1. Lugar freqüentado pelos mendigos. “Porta do templo chamada formosa” ( v. 2). 
Segundo Josefo havia no Templo nove portas cobertas de ambos os lados com ouro e prata, 
Uma estava fora da casa, feita do bronze de Corinto, ornada de ouro e prata, que reluziam à luz do Sol, conhecida como porta de Nicanor ou porta Oriental. 
A maioria dos expositores identifica essa porta com a do texto. Por essa razão era “chamada Formosa”. Além disso, ela dava acesso ao “alpendre chamado de Salomão” At 3. 11; 

2. Esmola entre judeus e cristãos; Para pedir esmola aos que entravam, VV. 2 e 3; 
Os judeus até hoje consideram o ato de dar esmola como uma atitude religiosa e piedosa. 

3. Vendo o lado social. Se pregarmos que Jesus é bom e que é a solução dos problemas, mas de repente chega um irmão dizendo que não tem um pedaço de pão para família, ou melhor para seus filhos, o que vamos fazer? Despedi-lo vazio, como condena Tiago; “ide em paz, aquentai-vos e fartai-vos e lhes não derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí?” Tg 2. 16). Jesus e seus apóstolos ensinaram a pratica dessa virtude. 

III. A AUTORIDADE DO NOME DE JESUS; 

1. A grandeza do milagre; Lucas afirma que o paralitico era conhecido, em virtude haver nascido coxo e por ser freqüentador da porta formosa, na mendicância, ( V, 9). 
Isso para a magnitude do milagre bem como sua irrefutabilidade. 
Não se tratava de uma operação obscura, subjetiva e sem provas era uma realidade. 

2. A pobreza não é obstáculo para Deus operar. 
O apostolo Pedro alegou que não possuía ouro nem prata. 
Mas nem por isso deixou de ser um crente virtuoso. 
A alegria do cristão não reside na riqueza, mas em ter a vida eterna; Disse o apostolo Paulo; “Como contristados, mas sendo alegres; como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo e possuindo tudo, ( II Co 6. 10). 

3. Interesse cristão pelas almas. Olha para nós (v. 4 ). 
O coxo, com certeza, foi surpreendido por essa ordem; estava acostumado a receber as moedas lançadas pelos piedosos que não lhe dava atenção, ao entrarem no templo. 
Pedro não tinha dinheiro, mas possuía algo mais valioso e desejou oferecer ao necessitado paralitico. 
É dever do cristão ministrar as bênçãos de deus para o necessitado, principalmente, numa situação como esta. 
Às vezes é uma oportunidade para que essas pessoas possam conhecer a Cristo. 4. O nome que está acima de todos os nomes. “Em nome de Jesus Cristo, o nazareno” v. 6; Ninguém pode reconhecer o senhorio de Cristo, se não for pelo Espírito Santo, ( I Co 12. 2). 
O nome de Jesus é singular e está acima de qualquer outro nome, Ef 1. 20,21; Fl 2. 9, 11; 
Muitas tentativas foram feitas pelas hostes do maligno, para atacar o nome de Jesus. 
As falsas testemunhas de Jeová afirmam; “O homem terrestre, Jesus de Nazaré, não mais existe”,
( Despertai! 22/12/84. Pg 20). 
As seitas pregam um Jesus estranho, ( IICo 12. 4). 
Mas o Jesus que pegamos é Senhor de tudo . 
Se Pedro evocasse o nome de um Jesus morto, que não existisse, jamais o coxo teria sido curado. 

IV. REPERCUSSÃO DA CURA; 

1. O milagre era a prova de que Jesus estava com seus discípulos; 
A cura foi instantânea e impressionante; “e, saltando ele pôs se em pé, e andou e entrou com eles no Templo, andando e saltando, e louvando a Deus”, v. 8; 
Esse homem era conhecido dos adoradores do Templo, pois vivia pedindo esmola junto a porta Formosa, v. 10; Imediatamente entrou no Templo glorificando e adorando a Deus, para surpresa e espanto de todos. 
Jesus garantiu aos apóstolos que estariam com eles; aí estava aprova. 
Cristo também afirmou que seus discípulos fariam obras maiores do que ele ,( Jo 14. 12). 
“Maiores obras” diz respeito a quantidade e não a qualidade. 
A palavra grega aqui meizon, grau comparativo de mega , “grande”. Que também significa quantidade. 

2. Perseguição tramada nos bastidores. 
O milagre aconteceu na área do Templo, local de atividade dos sacerdotes, que eram saduceus na sua maioria., (At 4. 1; 5.17). 
Eles não estavam livres de Jesus; esse grupo que não cria na ressurreição, ( Mt 22. 23; Atos 23. 8). 
Mas agora eram obrigado a admitir que Jesus estava vivo. 
Isso ameaçava a sobrevivência da religião deles; era um sinal para a conversão dessas autoridades do templo, como aconteceu com muitos, ( At 6. 7 ). 
No entanto os saduceus promoveram uma perseguição contra a Igreja. 

3. Trilogia; A mensagem de Jesus consistia na trilogia; ensinar Pregar e curar, ( Mt 4. 23; 9.35). 
Isso jesus mandou que seus discípulos fizessem, ( Mt 28. 19 e 20; Mc 16. 15 – 19). 
É essa a mensagem que pregamos na atualidade. 
A cura do coxo teve repercussão em toda Jerusalém, mas, estavam as autoridades aguardando a oportunidade para investir contra a Igreja. 
O milagre da cura é de suma importância para a pregação do evangelho. 

4. O desafio dos apóstolos. Era comum naqueles dias a autoridade perseguirem os que praticassem uma obra extraordinária. Aconteceu com Jesus, após a ressurreição de Lazaro, ( Jo 11. 53). O mesmo aconteceu, quando Paulo, em nome de Jesus curou um coxo em Listra, ( At 14. 8 - 10, 19). 

CONCLUINDO; podemos dizer: Jesus prometeu estar co sua Igreja até “a consumação dos séculos”, ( Mt 28. 20), operando os mesmos milagres, Mc 16. 16 – 20). 
E eu posso dizer; “Até aqui nos ajudou o Senhor! Aleluia! terminamos ou melhor concluímos mais uma de nossas lições! 
Glorias e honras para Deus!!





Lição 04 - O SEGUNDO SERMÃO DE PEDRO - DEPOIS DO PENTECOSTE


TEXTO-ÁUREO = “Arrependei-vos, pois e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham,assim, os tempos do refrigério pela presença do Senhor”, At 3. 19: 

Leitura Bíblica em Classe = At 3. 11 – 26; 
At 3. 11 = Apegando-se ele a Pedro e a João, todo o povo correu atônito para junto deles no pórtico chamado de Salomão. 
V. 12 = A vista disso, Pedro se dirigiu ao povo, dizendo: Israelitas, porque vós se maravilhais disto, ou por que fitais os olhos em nós como se pelo nosso próprio poder ou pidade o tivéssemos feito andar? 
V. 13 = O Deus de Abraão de Isaque, e de Jacó, o Deus de nossos pais glorificou a seu servo Jesus ,a quem vós traíste e negastes perante Pilatos, quando este tinha decidido solta-lo. 
V. 14 = Vós, porém, negastes o Santo e o justo e pediste que vos concedessem um homicida. 
V. 15 = E mataram o príncipe da vida, ao qual Deus ressuscitou dos mortos, do que nós somos testemunhas. 
V. 16 = E, pela fé no seu nome, fez o seu nome fortalecer a este que vede e conheceis; e a fé que é por ele deua este, na presença de todos vós esta perfeita saúde. 
V. 17 = E agora irmãos, eu sei que o que fizeste por ignorância, como também os vossos príncipes. 
V. 18 = Mas Deus assim cumpriu o que já dantes pela boca de todos os seus profetas aviam anunciado; que o Cristo havia de padecer. 
V. 19 = Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para que sejam apagados os vossos pecados, e venham, assim, os tempos do refrigério, pela presença do Senhor. 
V. 20 = E envie ele a Jesus Cisto, que já dantes vos foi pregado. V. 21 = O qual convém que o céu contenha até os tempos da restauração de tudo, dos quais Deus falou pela boca de todos os seus santos profetas, desde o principio. 
V. 22 = Porque Moises disse: O Senhor o vosso Deus, levantará dentre vossos irmãos um profeta semelhante a mim; a ele ouvireis em tudo quanto vos disser. 
V. 23 = E acontecerá que toda alma que não escutar esse profeta será exterminada dentre o povo.
V. 24 = E todos os profetas, desde Samuel, tantos quantos depois falaram, também anunciaram estes dias. 
V. 25 = Vós sois os filhos dos profetas e do concerto que Deus fez com nossos pais, dizendo a Abraão: 
Na tua descendência serão benditas todasas famílias da terra. 
V. 26 = ressuscitando Deus a seu Filho Jesus, primeiro o enviou a vós para que nisso vos abençoasse e vos desviasse, a cada um, das vossas maldades. 

INTRODUÇÃO; Esta é a segunda pregação de Pedro a qual teve como ponto de partida a cura do coxo. 
A primeira foi como conseqüência da descida do Espírito Santo. 

I. O ESPANTO DO POVO; 

1. Pregação no pórtico de Salomão. O coxo ao ser curado entendeu que agora devia fazer parte dessa nova família que despontava no horizonte. 
Reconhecera que recebera algo mais valioso que ouro e prata. “Apegou-se a Pedro e a João”. Isso não quer dizer que necessitasse de apoio físico, para se manter de pé, como afirmam alguns expositores da Bíblia, mas que se uniram aos apóstolos. 

2. Objetivo de Pedro. A cura do coxo foi um sinal de que deixou o povo atônito, isto é estupefato pela magnitude do milagre. O objetivo de Pedro, como dos pregadores ao longo dos séculos, era trazer os pecadores a Cristo. 
A atenção do povo estava voltada para Pedro e João. 
Todos acabam de testemunhar uma operação sobrenatural; todos conheciam o coxo. 
Viam-no agora “saltando e louvando a Deus”. 
Estranho aquela comunidade não poder discernir a fonte desse poder. 

II. ESTRATÉGIA DE PEDRO; 

1.“O Deus de Abraão...” ( V. 13 ). Essa estratégia também foi usada por Paulo. 
Os judeus se interessam quando se começa a falar de seus antepassados. 
Mateus, no seu Evangelho, usou também a mesma estratégia; “Livro das gerações de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão, ( Mt 1. 1 ). 
O Cristianismo está intimamente ligado ao judaísmo. 
O Deus que Pedro pregava era o mesmo dos judeus; “Deus de Abraão, e de Isaque e de Jacó, o Deus de nossos pais”, e terminou com a ressurreição de Jesus que é a coluna vertebral do cristianismo; ( ICo 15 . 17 – 19 ); mostrando, assim o seu poder e a sua glória, além de provar que Jesus é o Cristo, (26). 

2. Fonte do milagre. Ninguém podia negar o milagre ocorrido. 
Quem operou tal milagre? O próprio Pedro, o instrumento para tal obra, afirma que foi Jesus. 
O apostolo declara também que este é o Filho do Deus adorado pelo povo de Israel, o qual o glorificou, mostrando, assim, a natureza divina de Cristo. 
Ele o chama Jesus de “o Santo... o justo...” 
Essa declaração está em Is 53. 11;chama também de o Príncipe da vida”. 
Expressão que só aparece aqui, em At 5. 31; e Hb 2. 10; 12. 2; que significa o autor da vida”, e fala da ressurreição de Cristo. 
Assim Pedro estava desfazendo o escândalo da cruz com a mensagem da ressurreição 

3.O Filho de Deus. 
O próprio Deus reconhecia ser Cristo seu Filho amado, Mt 3. 17; 17. 5). 
Os judeus recusam admitir que Jesus é Filho de Deus, como, da mesma forma os muçulmanos. 
O apóstolo João afirma: “Qualquer que confessar que Jesus é o filho de Deus, Deus está nele e ele em Deus”, ( IJo 4. 15). 

4. A gravidade do pecado, Nesse sermão Pedro mostrou o poder e a glória de Jesus, e ao mesmo tempo, era a prova de que o Espírito Santo operava naquelas vidas, pois enquanto ele pregava, seus ouvintes se conscientizavam de sua culpa. 
O pecado deles era Quádruplo; 

a) Traístes v. 13; ARA; 
b) Entregastes perante a face de Pilatos, V. 13; 
c) Negastes o Santo e o Justos, V. 14; 
d) Matastes o Principie da vida v. 15; Pilatos foi o procurador romano da Judéia entre 26 e 36 d. C. 

5. O perdão. Longe de isentar o povo da responsabilidade da morte de Jesus, Pois a multidão conhecia os princípios dos pecados por ignorância e voluntariedade, prescritos na lei de Moisés ( Nm 15. 27 – 39). 
O apostolo agiu dessa maneira para mostrar que Deus estava oferecendo o perdão, pois não quer que ninguém se perca ( I Tm 2. 4). 

III. A SALVAÇÃO É PROCLAMADA; 

1. Arrependimento e conversão. 
Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, v. 19; 
O arrependimento é um dos passos que leva o pecador a receber o perdão de seus pecados. 
A palavra hebraica, usada Antigo testamento, é nashuv, que significa voltar. Alguém descobre que esta na direção errada, resolve voltar, e procurar o caminho correto ( certo). 
Diz o apostolo Pedro; “...e vos desviasse, a cada um, das vossas maldades” ( v. 26). No novo testamento o seu significado é mais profundo. A palavra grega metanoia, vem de dois vocábulos metá, “passagem”, “mudança” e nous,que significa mente. 
É uma mudança radical do comportamento r da mente humana pelo poder do Espírito Santo. 

2. Tempos de refrigério, Diz respeito a dispensação da graça ou do Espírito Santo. 
Aos que receberem perdão dos pecados nessa dispensação, o Espírito santo trará o refrigério pela presença do Senhor. 
Isso é consolo, derramamento do Espírito Santo, bênçãos espirituais e toda sorte de milagres que os crentes em Jesus recebem. Isso tem acontecido na Igreja ao longo de sua história. 

IV APRESENTANDO PROVAS NO ANTIGO TESTAMENTO; 

1. O profeta semelhante a Moisés; ( VV. 22 e 23). O A.T. é o negativo da foto de Cristo que ainda faltava revelar. 
A vida de Jesus Juntamente com suas obras, estava prevista na lei de Moisés e nos profetas. 
Desde o seu nascimento até a sua ascensão ao Céu, estava tudo previsto nas Escrituras Sagradas. 
Pedro nesse discurso e no do dia de Pentecostes, apresenta o perfil de Cristo no Antigo Testamento, provando assim que os últimos acontecimentos eram o cumprimento das Escrituras.

2. Profecias Messiânicas cumpridas em Jesus. 
Os profetas falaram do Messias, principalmente, Isaías, que é reconhecido como o profeta messiânico. 
Vejam algumas profecias: 
Semente da mulher Gn 3. 15; Gl 4. 4; 
Descendente de Abraão, Isaque e Jacó, Gn 12. 3; 17. 19; 24. 14; Lc 3. 33, 34; 
Descendente de Judá: Gn 49. 10; Mt 1. 2 e 3; 
Nasceria de uma virgem: ( Is 7. 14; Mt 1. 18; Lc 1. 34; 
Em Belém de Judá: Mq 5. 2; Mt 2. 1 – 5; Lc 2. 9 -11; 
Da linhagem de Davi; Jr 23. 5, 6; Mt 2. 1; 
Fugiria para o Egito; Os 11. 1; Mt 1. 16; 
As crianças de Belém seriam assassinadas Jr 31. 15; Mt 2. 7; 
Habitaria Nafitali, nos confins de Zebulom Is 9. 1 – 4; Mt 4. 17; entraria triunfante em Jerusalém, montado em jumento Zc 9. 9; Mt 21 11 – 11; E etc. 

V. LEMBRANDO O PACTO ABRAÂMICO 
Pedro tornou a lembrar o pacto Abraâmico e a ressaltar a ressurreição de Jesus, VV. 25 e 26; 
O pacto que Deus fez com Abraão envolvia a nação de Israel, pois a bênção diz respeito aos seus descendentes, Gn 13. 14, 17; !5. 18; 24. 34, 35; Atraves de seu descendente. 
Essa promessa não era restrita à casa de Israel: 
“Em ti serão benditas todas as família da terra”, ( Gn 12. 3; 
Isso diz respeito de Cristo, ( Gl 3. 16). 

CONCLUSÃO; 

De quem quer seja a pregação, sem mencionar a morte e a ressurreição de Jesus, está incompleta. 
Pedro começava suas pregações no nome de Jesus e concluía nesse mesmo nome. 
Isso também foi usado pelos demais apóstolos; essas pregações de Pedro são o modelo das mensagens cristãs ao longo desses vinte séculos de Cristianismo. 
Graças a ti senhor, por ter-nos concluído mais uma de nossas lições da tua Palavra; aleluias e glórias a ti sejam dadas. Amém!!




ATOS DOS APOSTOLOS CAPITULO N.5


Texto - Áureo: “Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união”, (Sl 133.1).

Leitura Bíblica em Casse - At 4. 32-37.
At 4.32 - E era um o coração e alma da multidão dos que criam, e ninguém era capaz de dizer que coisa alguma do que possuíam era sua própria, mas todas as coisas lhe eram comuns.
v.33 - E os apóstolos davam com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça.
v.34 - Não havia, pois, entre eles, necessitado algum; porque todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as traziam o preço do que foram vendido e depositavam aos pés dos apóstolos.
v.35 - e repartia-se a cada um, segundo a necessidade que cada um tinha.
v.36 - Então, José cognominado, pelos apóstolos, Barnabé “que traduzido, é filho da consolação”, levita, natural de Chipre.
v.37 - possuindo uma herdade, vendeu-a e trouxe o preço, depositou aos pés dos apóstolos.

INTRODUÇÃO; Essa passagem e juntamente com At 2. 42 – 47; se completam. 
Esses dois relatos revelam a vida comunal dos que se convertia ao Evangelho. 
Lucas mostra nesse breve relato como era o dia- a- dia dos primeiros crentes em Jesus. 

I. UM SÓ PROPÓSITO 

1. A comunhão dos irmãos; “E era um o coração e a alma da multidão dos que criam”, v. 32; 
Os cristãos, agora, já formavam uma grande multidão; qua se Três mil no dia de Pentecostes; depois da cura do coxo, com o discurso de Pedro, vejam o que acontece: 
Muitos, porem, dos que ouviram a palavra creram, e chegou o numero desses homens a quase cinco mil, ( Cap.4. v. 4; 
Todos viviam em torno do nome de Jesus, pois assumiram uma nova postura de vida. Gozava do companheirismo mútuo e o Espírito Santo estava com eles. 

2. Fruto do Espírito “... mas todas as coisas lhes eram comuns”. 
O Espírito Santo quebrou a natureza egoísta, tão comum no gênero humano, de modo que tudo lhes era comum. 
Antes da formação da Igreja, já havia a comunidade dos essênios, que viviam na região do mar Morto, deserto da Judéia. 
Eles tinham um padrão de vida muito parecido. A diferença é que la era uma imposição. Seus membros deviam seguir o manual “Manual de Disciplina”, regra básica deles descoberto juntamente com os rolos nas cavernas de Uaíd qumran. 

II. O TESTEMUNHO DOS APOSTOLOS. 

1. A ressurreição de Cristo, é o principal pilar do cristianismo, v. 33; 
A ressurreição de Cristo é o maior acontecimento do cristianismo de toda a História. 
Pedro falou desse fato no discurso do dia de Pentecoste, e também no discurso do pórtico de Salomão. 
Esse evento é a viga mestra da cristandade, responsável pela unidade dos irmãos e pela comunhão no Espírito Santo. 

2. A grandeza da ressurreição desfaz o escândalo da cruz. 
O milagre foi tão extraordinário que, para os gregos, era loucura, ( At 17. 32); 
A morte de Jesus foi testemunhada por muitos em Jerusalém; a noticia do acontecimento se espalhou por toda a parte. 
Isso era escândalo para os judeus, admitir que seu Messias fora um réu, pendurado em um madeiro. 
A ressurreição desfazia esse escândalo. A dificuldade dos judeus era crer nisso, ainda mais quando a consciência os acusava de traição. 
Pedro aproveitou a descida do Espírito Santo, no dia de Pentecoste, para associar o evento à ressurreição de Cristo. 
Convenceu parcela da população de Jerusalém, ou de estrangeiros que peregrinavam na Cidade Santa. 

3.Testemunhando o Cristo ressuscitado. 
Esses sinais estão lidados à ressurreição de Cristo; 
“E os apóstolos davam, com grande poder testemunho da ressurreição do Senhor Jesus”, v. 33; 
Até então, todos sabiam da morte do Nazareno, mas só uma minoria estava ciente de sua ressurreição. 
Não somente os sinais extraordinários, mas também a ação conjunta da comunidade cristã, eram a prova da ressurreição de Cristo. 
Essa unidade e comunhão devem ser a marca da Igreja atual. 
Discórdias, pelejas, disputas e competições são fatores que leva à divisão do corpo de Cristo. 
E isso entristece o Espírito Santo. 

III. A NOVA VIDA DOS PRIMEIROS CRISTÃOS. 

1. O inicio de uma nova época; 
“Não havia, pois necessitado algum” v. 34: Essa passagem faz lembrar o começo da nação de Israel, quando os hebreus foram liberto do cativeiro Ex 12. 35 e 36). 
Todos saíram do Egito mais ou menos na mesma situação financeira. 
Deus proveu os meios para que o povo pudesse sobreviver à peregrinação no deserto, rumo à Terra prometida; era um novo começo. 
Uma nova nação despontava no horizonte. 
O mesmo aconteceu com a Igreja Primitiva; “E repartia-se, cada um. Segundo a necessidade que cada um tinha, (v. 35). 

2. A generosidade dos irmãos. “Porque todos os que possuíam herdade ou casas, vendendo-as traziam o preço do que foram vendidos e depositavam aos pés dos apóstolos”, ( v. 34 ). 
Barnabé é um nome aramaico que significa “filho da consolação”, Era levita e natural de Chipre, ilha grega, no mediterrâneo. 
Ele vendeu suas propriedades e levou o dinheiro para os apóstolos. Por isso, Lucas o citou nominalmente. 
A generosidade Del, juntamente com a dos demais discípulos era algo admirável. 

3.Corrigindo uma distorção. Só pelo fato de ser uma ação voluntária, mostra que não devemos dizer que isto seja uma doutrina a ser seguida pelas igrejas cheias do Espírito Santo. Os comunistas costumam citar essa passagem, para justificar sua teoria demoníaca e materialista. 
Uma interpretação arbitrária e totalmente desprovida de consistência. 
Essa venda de propriedades, trazendo o valor, “depositando aos pés dos apóstolos”, ( hebraísmo que significa confiar aos apóstolos), era algo voluntário, (At 5.4).
Há também os exploradores da fé do povo que usam essa passagem, para extorquir suas vítimas.
Nenhum apóstolo pediu que os discípulos vendecemsuas propriedades. 
O que devemos fazer estudar e procurar imitar o cuidado pelos necessitados, “somente para que em ti não haja pobre”, ( Dt 15. 4). 
Infelizmente, há igrejas que não atenta para esse lado social. O apóstolo Paulo ensina que quem dá ao pobre, Deus multiplica sua sementeira ( II Co 9. 9, 10). 

IV. ATITUDE DE BARNABÉ. 

1. Barnabé. Seu nome é José; seu cognome era barnabé, nome aramaico que significa filho da consolação. 
Levita natural de Chipre; Era tio de Marcos ( Cl 4. 10). 
Tinha coração aberto para contribuir com a obra de evangelização At 4. 36, 37: 
Era homem de bem, cheio do espírito Santo e de fé, At 11. 22 – 24; É chamado de apostolo em At 14. 14; foi buscar Paulo, em Tarso, para trabalhar junto com ele em Antioquia da síria, ( At 11. 25, 26 ). Convenceu a Igreja em Jerusalém da real conversão do apostolo dos gentios, At 9. 26 – 28; 
Foi indicado pelo Espírito Santo para a obra missionária, ( At 13. 2 – 4). 

2. Lei da propriedade levita. Não sabemos se esta propriedade era em Chipre ou na Palestina. 
Os levitas não ti varam possessão da terra, ( Nm 18. 23,24;Dt 12. 12). 
Eles eram sustentados pelos Nm 18. 2; Dt 18. 1-4), e tinham permissão para residir em 48 cidades separadas para sua habitação, Nm 35.1; Js 21.1). 
Seis delas foram designadas como locais de refúgios. 
A função deles estava ligada ao ritual da purificação, transporte do Tabernaculo e auxilio aos trabalhos dos sacerdotes Nm 3. 6 -10; 4. 3;8.5, 24-26). 
Suas terras não podiam ser vendidas, pois eram herança perpetua, ( Lv 25. 32-34). 
Barnabé era levita e vendeu suas propriedades. 
O Talmude diz que essa lei cerimonial já não era observada nos dias dos apóstolos. 
Os expositores têm apresentado várias especulações sobre isso. 
Uns afirma que era herança da esposa. Mas, considerando o aspecto jurídico, na legislação judaica vigente, Barnabé podia vender a sua herdade, mesmo que ela estivesse em Jerusalém. 
Diante disso, o judeu cristão está isento da lei de Moisés, na nova aliança. 
O apostolo Paulo declara que o tal morreu para a lei, por isso, está livre dela, ( Rm 7. 1 – 4). 
Não seria problema para um levita vender suas propriedades. 

C O N C L U S Ã O; 

Esse exemplo de comunhão deveria ser seguido pelos cristãos, fortalece a unidade da Igreja. 
Unidos, estamos somando as forças na luta contra as hostes infernais, e, dessa forma, a evangelização vai ganhando espaço, Para a glória do nome de Jesus, isso não pode ser conquistado se não houver comunhão. 




Atos dos Apóstolos

Lição 06 - ANANIAS E SAFIRA - O PERIGO DA MENTIRA

Texto - Áureo: “Melhor é que não votes, do que votes e não pagues” (Ec 5.5).

Leitura Bíblica em Classe - (At 5.1.11).

At 5.1 - Um certo varão chamado Ananias, com Safira, sua mulher, vendeu uma propriedade;
v.2 - E reteve parte do preço, sabendo-o também sua mulher, e, levando uma parte, a depositou aos pés dos apóstolos.
v.3 - Disse então Pedro; Ananias, por que encheu satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço da herdade?
v.4 - Guardando-a não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formastes este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus.
v.5 - E Ananias, ouvindo estas palavras, caiu e expirou. E um grande temor veio sobre todos os que isto ouviram.
v.6 - E, levantando os jovens, cobriram o morto e, transportando-o para fora, o sepultaram.
v.7 - E, passando um espaço quase de três horas, entrou também sua mulher, não sabendo o havia acontecido.
v.8 - e disse- Pedro; Dize-me, vendeste por tanto aquela herdade? E ela disse: sim, por tanto.
v.9 - Então Pedro lhe disse: por que é que entre vós consertastes para tentar o Espírito do Senhor? eis aí a porta os pés dos que sepultaram a teu marido, e também te levarão a ti.
v.10 - E logo caiu aos seus pés e expirou, e entrando os jovens, acharam-na morta, e a sepultaram junto de seu marido.
v.11 - E, houve um grande temor em toda a Igreja e em todos os que ouviram estas coisas.

INTRODUÇÃO

O que os discípulos fizeram, doando seus bens, vendendo suas propriedades e trazendo o dinheiro para os apóstolos administrarem, era um sacrifício agradável ao Senhor.
Era tudo o que eles possuíam na vida, mas não hesitaram em doar o que tinham para a obra de Deus.
Ananias e Safira também desejaram compartilhar dessa generosidade, mas eram hipócritas e pagaram com as próprias vidas.

1.       PROPÓSITO DE ANANIAS E SAFIRA;

1.       A Bíblia descreve a verdade.

Uma das grandezas da Bíblia é que ela registra até mesmo as fraquezas de seus heróis.
Documenta atos que são contra a mensagem que ela propaga.
Isso acontece porque ela é a infalível Palavra de Deus.
Portanto, fala a verdade; além disso, revela a debilidade do gênero humano, mostrando que nenhum homem é perfeito.

2.       uma iniciativa voluntária;

Em At 2. 47 e 4. 34; ficamos sabendo que “todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as traziam o preço do que foram vendidos e depositavam aos pés dos apóstolos”.
Dentre eles, destacou-se Barnabé, o único citado nominalmente, exceto Ananias e Safira, por causa de sua hipocrisia. O casal fez um voto, não cumpriu, mas queria que a Igreja pensasse que o mesmo foram concretizado; isso se chama hipocrisia.

3.       Mentisses ao Espírito Santo, ( v. 3 );

A fim de obterem prestigio e reconhecimento.
Ananias e Safira mentiram diante da Igreja a respeito de suas contribuições.
Deus considerou um delito grave essa mentira grave contra o Espírito Santo.
As mortes de Ananias e Safira ficaram como exemplo perpétuo da atitude de Deus para com qualquer coração enganoso, entre aqueles que, professam ser cristãos.
Note também que mentir ao Espírito Santo é a mesma coisa que mentir a Deus, logo que também o Espírito Santo é Deus, ( VV, 3 e 4 ).

4.       Por que formaste este desígnio... ? V. 4;

A raiz do pecado de Ananias e Safira era seu amor ao dinheiro e elogios dos outros.
Isto fez tentar o Espírito Santo (v. 9).
Quando o amor ao dinheiro e o aplausos dos homens tomam posse de uma pessoa, seu espírito fica vulnerável a todos os tipos de males satânicos, ( I Tm 6. 10).
Ninguém pode estar cheio de amor ao dinheiro e, ao mesmo tempo, amar e servir a Deus ( Mt 6. 24; Jo 5. 41 – 44).

5.       Generosidade sincera.

O ato generoso de Barnabé repercutiu entre os irmãos.
Ninguém era obrigado a vender suas propriedades.
A mãe de João Marcos, o sobrinho de Barnabé, (Cl 4. 10), possuía uma casa em Jerusalém que servia como lugar de culto e reuniões de oração.
O texto sagrado afirma que eles venderam uma propriedade, (v. 1 ).
Não diz qual o seu tipo e nem o seu valor.
Também não deixa explícita a atitude estranha desse casal. Os expositores da Bíblia, quase que em vós uníssona, admitem que Ananias e Safira queriam crédito e prestigio de algo que não praticavam; desejavam ser honrado como Barnabé,

III. O JUÍZO FULMINANTE

1.       Ananias... caiu e expirou, ( V. 5).

Deus feriu com severidade a Ananias e Safira. VV. 5 e 10; para que se manifestasse sua aversão a todo engano, mentiras e desonestidades no reino de Deus.
Um dos pecados mais abominável é enganar o povo de Deus no tocante ao nosso relacionamento com Cristo, trabalho para ele, e a dimensão do nosso ministério, entregar-se a esse tipo de hipocrisia, significa usar o sangue derramado de Cristo para exaltar e glorificar o próprio “eu” diante dos outros.
Esse pecado desconsidera o propósitos dos sofrimentos e da morte de Cristo, ( Ef 1. 4; Hb 13. 12; e revela ausência de temor do Senhor, VV. 5 e 11; e de respeito e honra ao Espírito Santo, v. 3; e merece o justo juízo de Deus.

2.       Três horas depois.

“Passando um espaço de quase três horas, entrou também sua mulher, não sabendo o que tinha ocorrido”, ( V. 7 ).
Seu marido já havia sido sepultado; e com o mesmo engodo foi sepultada também.
É um cenário de causar espanto; isso mostra quão seriamente devemos levar a obra de Deus.

3.       A surpresa no tribunal de Cristo;

No tribunal de Cristo muitos esperam ser galardoados; no entanto, quando suas obras passarem pela prova do fogo, sofrerão detrimento, porque serão; madeira, palha, e feno, ( I. Co 3. 12-15 ).
Aí está o valor da sinceridade e a preciosidade da honestidade.
Devemos nos estarmos cientes de que onde estiver Deus, Ele estará nos vendo!

5.       Não vale a pena ser infiel; Custava para Safira falar a verdade? Mas o desejo de ser importante, o amor ao dinheiro, a obstinação pelo status segaram completamente, tanto a safira como a seu marido; E eu posso acrescentar grande parte dos que é chamado de “obreiro, principalmente os de nossos dias;

“Porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo”, ( I Jo 2. 6 ).

1.       O TEMOR SOBRE A IGREJA;

1.       A Igreja. É a primeira vez que a palavra “igreja” aparece no livro de atos.

“E houve um grande temor entre a Igreja e em todos os que ouviram estas coisas”.
O vocábulo “igreja”, é originário ekklésia; vem de ek, uma preposição que significa de dentre, de dentro de”, e Klesia, de kalésis, que significa chamado, convocação”.

2.       O impacto do juízo divino; O cristianismo estava começando, e a hipocrisia dos fariseus precisava ser erradicada, pois a Igreja é um grupo escolhido pelo Espírito Santo; “Um povo seu especial, zeloso de boas obras”, ( Tt 2. 14).

É a noiva de Cristo, ( II Co 11. 2 ); ele deu a vida por ela, ( Ef 5. 25 ); é o que Jesus tem de precioso.

3.       Perderam a vida física. Situação similar encontramos no A.T., com o sacerdote Eli.

Deus disse a Samuel que haveria de trazer um juízo inexorável sobre Israel e sobre a casa deste sacerdote;
“Eis aqui vou eu fazer uma coisa em Israel a qual todo o que ouvir lhe tinirão ambas as orelhas”, ( I Sm 3. 11 ).

4.       A lição que devemos aprender. O juízo de Deus nem sempre se manifesta desta maneira.

Por isso há os que não leva a serio a obra do Senhor.

Existem os que praticam algo muito mais grave que o referido casal e, no entanto, Deus ainda está dando a oportunidade para a reconciliação.

Entretanto se os que estão nessa situação continuarem trilhando a senda da malicia, da hipocrisia, da fraudulência, amanhã poderá ser muito tarde.

A Bíblia diz: “Maldito o homem que fizer a obra do Senhor fraudulentamente”, ( Jr 48. 10).

CONCLUINDO:

Podemos dizer que a morte fulminante desse casal deveria levar cada crente a refletir seriamente sobre a Igreja de Jesus Cristo, ( eu apoio esta frase; se tivéssemos instrutores a altura).

Se a justiça divina ainda não se manifestou, é porque Deus está dando tempo e a oportunidade para o arrependimento.

E que o Senhor encontre lugar para livrar o seu povo dessa hipocrisia.

“Graças à Deus que nos dá a vitoria por nosso Senhor Jesus Cristo”, ( I Co 15. 57)!!
  

Atos dos Apóstolos

Lição 07 - A INSTITUIÇÃO DOS DIÁCONOS

Texto - Áureo: “Porque os que servirem como diácono adquirirão para si uma boa posição e muita confiança na fé que há em Cristo Jesus” (1Tm 3.13).

Leitura Bíblica em Classe - (At 6.1-7).

At 6.1 - Ora, naqueles dias, crescendo o numero dos discípulos, houve uma murmuração dos gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas eram desprezadas no ministério cotidiano.
v.2 - E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a Palavra de Deus e sirvamos as mesas.
v.3 - Escolhei, pois, irmãos, entre vós, sete varões de boa reputação, cheio do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio.
v.4 - Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra.
v.5 - E este parecer contentou a toda multidão, e elegeram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, e Filipe, e Prócoro, e Nicanor, e Timom, e Pármenas, e Nicanor, prosélito de Antioquia.
v.6 - E os apresentaram emtre os apóstolos, e estes orando, lhes impuseram as mãos.
v.7 - E crescia a palavra de deus, e em Jerusalém se multiplicava muito o numero dos discípulos, e grande parte dos sacerdotes obedeciam a fé.

INTRODUÇÃO

Assim como Deus constituiu os levitas para as atividades sagradas no culto, auxiliando os sacerdotes da mesma forma a Igreja crescente precisava dos que pudessem ajudar os apóstolos.

1.       DOIS GRUPOS DE JUDEUS

1.       Origem dos dois gupos; Desde o cativeiro babilônico ( 605 a.C. quando Nabucodonosor levou cativa a primeira leva de judeus para a Caldéia, muitos deles nunca mais retornaram à sua terra, exceto um pequeno grupo com zorobabél, para a reconstrução do templo e depois outras levas com Esdras e Neemias, ( Ed 2, 1; 7. 1-7; Ne 2. 9).

A maior parte continuou pelas nações onde eles já estavam.

2.       Quem eram os gregos e hebreus?

( V. 1). Eram dois grupos de judeus que se converteram e estavam no seio da Igreja.
A palavra helenístikoi é uma referencia do judeus de fala grega, ou da diáspora.
Muitos preferem chamá-los de “judeus gregos’ diferentes dos hebraioi, “judeus palestinenses” ou “aramaico”.

3.Tensão cultural; ( v.2 ).

Havia uma antiga rivalidade entre esses grupos; os judeus aramaicos olhavam com suspeita os seus compatriotas, helenistas, por terem habitado fora de Éretz Israel, “Terra de Israel”.
Agora pertencia a uma nova comunidade, onde Jesus tinha abolido a parede de separação, ( Ef 2. 14 – 17).
Mas ainda havia certa tensão cultural entre eles.

4.       Discriminação e preconceito.

“Porque suas viúvas eram desprezadas no ministério cotidiano”, ( v. 1).
A discriminação e o preconceito não devem ter lugar no meio dos discípulos de Jesus.
Esta praga precisa ser eliminada do nosso meio pois isso entristece o Espírito santo, e torna-se uma barreira que impede o Senhor de operar.
Isso divide o povo de Deus e o diabo aproveita da ocasião, para suscitar discórdias entre os que professam a fé em Cristo.

1.       A OBRA DOS DOZE E A DOS SETE

1.       Começo da estrutura hierálquica.

O texto não diz explicitamente que esses sete foram escolhidos para o diaconato, mas, como o substantivo greo diakonia, “serviço, ministério e o verbo diakonein,”servir”, são o tema do texto, desde o terceiro século d.C. todos os expositores admitem que eles exerceram o cargo que o apostolo Paulo mais tarde chama de diácono.
Com o passar do tempo a Igreja foi se estruturando hierarquicamente, de modo que a comunidade cristã em Felipos, ainda nos dias do apóstolo Paulo, já apresentava “bispos e diáconos, (Fl 1. 1).
O apóstolo dos gentios, estabelece regras para a consagração destes obreiros, ( I Tm 3. 1 – 14).
Um estudo sobre este assunto mostra que isso depende da época e lugar,
Não era uma estrutura inflexível e dogmatica.

2.       Convocando uma Assembléia Geral Extraordinária, v. 2)

É a primeira vez que os termos, “os doze”, para designar os apóstolos e “discípulos” os seguidores de Cristo aparecem no livro de ATOS.
A convocação da multidão pelos apóstolos revela que há decisões na Igreja que precisam ser tomadas em assembléias, juntamente com os crentes.
Foi uma reunião democrática, mas na direção do espírito Santo, diferente da democracia política.
Era uma questão interna, um problema entre irmãos, mas muito sério.
Os lideres seguiram mmodelo determinado por Jesus, convocando os cristãos, (Mt 18. 15 – 17).

III. FUNÇÃO DOS DIÁCONOS

Segundo a Bíblia de Estudo Pentecostal, o apostolo Paulo apresenta 10 qualificações para o diaconato e 16 para o presbíteráto, ( I Tm 3. 1 – 13; Tt 1. 5 – 9).
A função dos diáconos não ficou muito clara nas epístolas paulinas.
O texto de At 6. 1 – 6; mostra qual o dever dos sete escolhidos; “servir as mesas”, ( V. 2).

1.       O sentido de servir.

O verbo grego para servir é diakonein, de onde vem o termo diácono que significa servo ou mensageiro.
A função diz respeito não somente ao alimento posto para as viúvas, mas também a administração financeira em geral. O próprio Jesus aplicou esse termo a si mesmo, ( Mt 20. 28; Mc 10. 45; Lc 22. 27).
É, pois, uma função importante. Geralmente os pastores começam ministerialmente como diácono.
Por isso acumulam também esse cargo, pois a sua chamada é a de servir ao povo de Deus, Jesus é o nosso maior exemplo.

2.       Atividade diaconal.

A diakonia, “ministério” ou “serviço”, palavra usada tanto no versículo 1º, “ministério cotidiano”, como no v. 4 “ministério da Palavra”, mostra que os dois serviços têm o mesmo valor.
Ambos são compromisso cristão para servir a Deus e ao seu povo.
A diferença residia na vocação dos doze.
Há os que têm chamada para ministrar a Palavra, (v.4).
É comum ouvir em nosso meio falar de “ministério” como sinônimo de pastor ou evangelista.
Seria bom acrescentar sempre o termo “pastoral”, pois a atividade dos diáconos, não deixa de ser um ministério.

3.       Alimento ou dinheiro?

“Mesa” significa servir refeição e também a distribuição de fundos aos necessitados.
“A boa reputação” refere-se as qualificações exigidas pelos apóstolos para o exercício desse trabalho.
Parece que a tarefa dos sete era a ultima, mas não é uma interpretação unanime dos expositores da Bíblia.

4.       A função dos diáconos hoje.

O diabo estava armando outra estratégia; desviar os apóstolos das obrigações a que era vocacionados.
Pela expressão “mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra’, (v. 4 ), mostra que a função dos diáconos se assemelha a dos levitas no A.T. ou seja, auxiliar todas as atividade ligadas ao culto, (Nm 3. 6 – 10).
Se os apóstolos deviam se dedicar a oração e ao ministério da palavra, obviamente, os sete estavam sendo separados para os trabalhos auxiliares e não meramente as funções filantrópicas, de caráter social. Por isso, a atividade dos diáconos é justamente a de auxiliar nos cultos e nas demais atividades da Igreja.
Manter a ordem, recepcionar os visitantes, recolher as contribuições, servir a Ceia do Senhor e cuidar do ambiente para o bem estar do povo de Deus.

1.       A ESCOLHA DOS SETE

1.       A Igreja escolhe seus diáconos, (v.3).

O termo “escolhei”, mostra que os sete foram eleitos pela Igreja, Os apóstolos apresentam as qualificações para o exercício dessa importante tarefa; “varões de boa reputação cheio do Espírito santo e de sabedoria” v. 3;
Depois Paulo apresentou uma lista de requisitos necessários para o exercício desse ministério.
“Boa reputação”, pois tinha teriam que trabalhar na distribuição de dinheiro, portanto, era necessário que tivessem conduta comprovada pelos irmãos.
“Cheios do Espírito Santo e de sabedoria”, porque o trabalho era também espiritual.
Só o batismo no Espírito santo não basta, é necessário vivermos na plenitude do Espírito.
Com mui respeito ao comentarista desta lição, que por ética não vou dizer seu nome, e também não está inserido na mesma.
Só vou dizer; foi comentada no 3º trimestre de 1996.
Você está equivocado com esta frase, porque quando a bíblia fala que precisamos e que foram cheios do Espírito Santo, está falando da plenitude isto é, do batismo no Espírito Santo.
Uma até por que; todos os que são batizados no Espírito Santo, vivem na plenitude do Espírito, uns com mais eloqüência, outros com menos, e outros bem pacatos.
Por isso não podemos concordar com a frase:
“Não basta só o batismo no Espírito santo”, para o exercício, ministerial, seja ele qual for.

2.       Os sete nomes ( v. 5 ).

O parecer dos apóstolos deixou toda igreja satisfeita, todos viam nessa sabia atitude a solução dos problemas.
Quando a obra é dirigida pelo Espírito Santo, o parecer da liderança é acatado, sendo determinação divina, e deixa a Igreja regosijando.
Isso prova que Deus estava nesse negocio.
A Igreja elegeu os que preencheram os requisitos apresentados pelos doze: “Estevão, homem cheio de fé e do Espírito santo, e Felipe, e Prócoro, e Nicanor, e Timão, e Pármenas e Nicolau, prosélito de Antioquia”, ( v. 5 ).

3.       O destino dos sete

Pouco se sabe do destino de cada um deles.
Pelo discurso de Estevão, registrado em Atos 7; podemos afirmar que ele era de considerável estatura espiritual, pois logo revelou seus talentos.
Portanto o diácono pode ser um grande pregador, ( I Tm 3. 13 ). Nada mais sabemos sobre os outros, exceto Felipe, que pregou em Samaria e para o eunuco da rainha Candace, da Etiópia At 8 e, depois de muitos anos, aparece como evangelista, residindo em Cesaréia marítima, ( At 21. 8).
A tradição diz que Nicolau prosélito de Antioquia, desviou-se e tornou-se o líder do grupo herético os “nicolaítas”, mencionado em Ap 2. 6, 15;

4.       Imposição de mãos, ( v. 6).

Os sete, escolhidos, foram levados a presença dos apóstolos, e estes orando, lhes impuseram as mãos.
A imposição de mãos é o rito que representa a consagração para um determinado oficio e significa a transferência de bênçãos e dons.

CONCLUSÃO

A lição mostra que os apóstolos sabiam delegar as tarefas.
Infelizmente, na atualidade, há os que controlam tudo pois não deixa que outros façam algo, Para ajudá-lo.
Por causa disso a obra de Deus sofre; certos líderes ficam sobrecarregados, com atividades que poderiam ser encargo dos diáconos, e não tem tempo para a oração e meditação na Palavra de Deus.
A noite, no culto não possuem, pois não têm alimento para o povo e nem entendem a necessidade das ovelhas.
Quando se segue o padrão dos apóstolos, o crescimento é de grandes proporções, v. 7;

Glorificado e enaltecido é o santo nome de Jesus!!




Atos dos Apóstolos

Lição 08 - Estevão - O Primeiro Mártir

Texto - Áureo - “E pondo-se de joelho, clamou com grande voz; Senhor não lhes impute este pecado” (At 7.60).

Leitura Bíblica em Classe - (At 6.5,8-10; 7.59,60).

At 6.5 - E este parecer contentou a toda multidão e elegeram Estêvão, homem cheio de fé do Espírito Santo, e Prócoro, e Nicanor, e Timom, e Parmenas e Nicolau, Prosélito de Antioquia.
v.8 - E Estêvão, cheio de fé e de poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo.
v.9 - E levantaram-se alguns que eram da sinagoga chamada dos libertinos e dos cireneus e dos alexandrinos, e dos que eram da Cilicia e da Ásia, e disputavam com Estêvão.
v.10 - E não podia resistir à sabedoria e ao espírito com que falava.
Cap. 7.59 - E apedrejaram Estevão, que em invocação dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito.
v.60 - E pondo de joelho clamou com grande voz: Senhor não lhes impute este pecado. E tendo dito adormeceu.

INTRODUÇÃO

Estudamos hoje Estêvão o protomártir do cristianismo.
Ele fez uma defesa brilhante do evangelho de Cristo deixando para sempre seus rastros luminosos, ( At 7.52).
Como já falamos na lição passada; Estevão significa coroa ou grinalda;
Segundo nos parece ele não concluiu seu sermão, pois a multidão enfurecida se lançou sobre ele, tapando os ouvidos para não ouvirem suas últimas palavras, abafadas que foram com sua morte, ( At 7. 57-60).
Aqui está uma das maiores testemunhas de Cristo, cuja história foi escrita com seu próprio sangue.
O senhor Jesus diante de tão alto testemunho, levanta-se para receber Estevão na hora mais extrema da sua vida.
Temos aí mais uma manifestação da Trindade, no v. 55;
Ao mesmo tempo em que Estêvão ficou cheio do Espírito Santo, viu a Jesus a direita do Pai Eterno.

I, ESTÊVÃO, MOÇO ESCOLHIDO COMO DIÁCONO, At 6.5;

Não está expressamente declarado aqui que Estevão e os outros foram separados para o diaconato, mas pela natureza do trabalho executado, vê-se claramente que se trata do diaconato.
Foram escolhidos sete homens dentre a comunidade para servirem como diáconos.
Era um serviço simples e humilde, mas necessitando de conhecimento espiritual para sua execução.
Havia divergência entre o povo, conforme o apostolo deixou bem claro e que necessitavam, de um grupo de servidores capazes para tratar desses assuntos materiais da igreja e para servir as massas com sabedoria e fé, para não deixar as viúvas entristecidas na distribuição da subsistência diária, ( 6. 1e2).
Estevão foi o primeiro da turma, escolhido pelo próprio povo, VV. 3-5.
Nos dias de Paulo era diferente. Era a igreja que escolhiam os diáconos, ( ITm 3. 8-15).
A luz da Bíblia, o diácono deve ser uma pessoa sábia e cheia de fé e dum comportamento digno diante da igreja, para que o diabo não tenha ocasião sobre ele, ( I Tm 3. 6 – 8).

6.       AS CONDIÇÕES PARA UM DIÁCONO, At 6. 3;

Os diáconos devem ter uma vida limpa e justa, diante do povo.
Sua reputação deve estar acima de toda suspeita como se segue.

1.       a) Homens de boa reputação;

No latim, Reputalio, isto fala de conceito social, bom testemunho dos que estão de fora, gozar de confiança de todos 6.8;

8.       b) Cheio do Espírito Santo; Isso significa uma pessoa que era dirigida pelo Espírito Santo e andava segundo o plano do Senhor, Rm 8.14; Aqui Paulo mostra base da certeza da salvação.

Se estamos fielmente mortificado as ações pecaminosas do corpo, v. 13, estamos sendo guiados pelo Espírito.
Todos os que são guiados são filhos de Deus.
O Espírito Santo habita no crente como filho de Deus, a fim de levá-lo a pensar, falar e agir de conformidade com a Palavra.

1.       c) Cheio de sabedoria . É andar dentro da Palavra de Deus e guiados pelo espírito Santo (Cl 1. 9 e 10), que diz assim:

1.       9 = Por esta razão, nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que sejais cheios de conhecimento da sua vondade em toda sabedoria e inteligência espiritual;
2.       10 = para que possais andar dignamente agradando-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus.
São estas principais condições para um bom diácono.
Estevão foi um diácono que preencheu as condições exigidas e permaneceu nos mistérios da fé que há em Cristo Jesus, ( I Tm 3. 9 – 13).
E foi fiel até o fim, At 7. 60;
Há diáconos mal informados, seus superiores não os orientam.
Eles acham que o ministério tem que ser uma carreira hierárquica e, portanto já ficam pensando no dia em que serão pastores.
Não é bem assim; há diáconos chamados para esse único ministério, e que se forem ordenados para pastores serão um fracasso.
É preciso antes de mais nada andar napotente mão de Deus para dirigir todas as coisas e os homens tirar as mãos do meio;
É por isso que há igrejas e outros trabalhos estragados

III. ESTÊVÃO, UM DIÁCONO EVANGELISTA, At 6.8-10

Estêvão desempenhou tão bem o papel de diácono que foi considerado um autêntico missionário diante de Deus através de sinais prodígios e maravilhas.
Tal era a sabedoria divina, que ninguém podia resistir a sabedoria de Deus, nele, v. 10;
Foi aí que ele foi arrebatado dentre eles e levado ao sacerdote e as autoridades, com falsas testemunhas, ( V. 13).
Estêvão ficou firme e fez sua defesa brilhante.
O texto do v. 15; nos diz que todos olharam para ele e viram o seu rosto como de um anjo.
Isso era suficiente para mostrar que Deus estava operando, mas nem assim O temeram.
Pois com mentira o acusaram, declarando que ele proferira palavras contra o templo e contra Jerusalém e contra Moises, V. 18;
É assim mesmo o plano de Deus; o barro não pode argumentar com o oleiro, “porque estás fazendo assim”?
O plano de Deus não é o nosso;
Ao levar Estêvão por este caminho, Deus tinha um plano mui excelente na salvação de alguém, e esse alguém era Saulo de Tarso.
Uma palavra feriu o coração de Tarso; “senhor não lhes impute este pecado”, V. 60;

7.       A POSIÇÃO DE ESTÊVÃO DIANTE DE DEUS, At 7.55 – 57;

A posição moral de alguém é a mais importante na sua vida aqui na terra.
Moral é tudo na vida, revelando a nossa responsabilidade diante de Deus, isto é, como vivemos aqui.
Ao mesmo tempo tem a ver com a nossa responsabilidade diante dos homens, nosso testemunho e a responsabilidade para com nós mesmos como servos de Deus.
Ninguém tem o direito de perguntar a Deus porque Estêvão, o Seu servo morreu assim.
Nosso entendimento além de ser insignificante, é deturpado por causa da natureza adâmica, além de mal dirigido, em comparação com a mente de Deus. Nosso mal consiste muito em querer julgar a Deus, e querer compreende-lo com a nossa mente terrena, humana, defeituosa e afetada pelo pecado e seus males.
A mente de Cristo, em nós, nos permite entender alguma coisa da mente de Deus.
Estêvão era profundo conhecedor da Palavra de Deus e da história do seu povo.
Vejam como ele pôs em ordem todos os fatos, começando por Abraão até Cristo.
Um diácono deve ter um sólido conhecimento da doutrina bíblica. Sem isso ele cometerá sérios enganos e será também enganado.
Como é importante alguém cheio da graça, guardar o mistério da fé numa pura consciência, diante de Deus, ( Rm 3.9).

CONCLUSÃO

Podemos concluir nossa lição, com a promoção de Estevão À GLORIA, v. 60;
As promoções tem sentido diferente; as vezes é porque a criatura não está agradando;Então é promovida para sair do lugar onde está, e ir para outro bem longe e tal vez pior.
Assim fazem os homens.
Mas Deus é perfeito em todos os seus caminhos.
Também está escrito que o justo é levado daqui para não ver o mal. Vejam:
“Pela fé Enoque foi transladado para não ver a morte, e não foi achado, porque Deus o trasladara; visto como antes da sua transladação alcançou testemunho de que agradara a Deus”. ( Hb 11. 5 ).
Aí está a razão porque não entendemos muitas das mortes que tem ocorrido.
Os inimigos julgaram que estavam se vingando, mas Deus se serviu do plano traçado para transferir Estêvão para a glória. Quem pode entender isso?
No salmo 116. 15; está escrito.
“Preciosa é aos olhos do Senhor a morte dos seus santos”.
Não existe morte mais preciosa do que esta, quando o próprio Pai e o filho recebem Estevão na gloria celestial.
E QUE A GRAÇA DE NOSSO SENHOR E SALVADOR JESUS CRISTO SEJA COM TODOS NOSSOS LEITORES!!


Atos dos Apóstolos

Lição 09 - O Evangelho em Samaria

Texto - Áureo: “E em seu nome, se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém” (Lc 24.47).

Leitura Bíblica em Classe - (At 8.4,5, 26,27; 10.1,2,44-48).

At 8.4 - Mas os que andavam dispersos iam por toda parte, anunciando a palavra.
v.5 - e descendo Felipe à cidade de Samaria, lhes pregavam a Cristo.
v.26 - E o anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: Levanta-te e vai para a banda do sul, ao caminho que desce de Jerusalém para Gaza que está deserto.
v.27 - E levantando-se foi. E eis que um homem etíope, eunuco mordomo-mor de Candace rainha dos etíopes, o qual era superintendente de todos os seus tesouros, e tinha ido a Jerusalém para adoração.
Cap.10.1 - E havia em Cesárea, um varão por nome Cornélio, centurião da corte chamada italiana.
v.2 - Piedoso e temente a Deus, com toda a sua casa, o qual fazia muitas esmolas ao povo e, de contínuo, orava a Deus.
v.44 - E, dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a Palavra de Deus.
v.45 - E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios.
v.46 - Porque os ouviam falar em línguas e magnificar a Deus.
v.47 - Respondeu, então, Pedro; Pode alguém, porventura, recusar a água, para que não seja batizados estes que também receberam, como nós, o Espírito Santo?
v.48 - E mandou que fossem batizados em nome do Senhor. Então rogaram-lhe que ficassem com eles por alguns dias.

INTRODUÇÃO:

A pregação do evangelho é uma necessidade imperiosa e não uma alternativa. Isso por si só justifica a necessidade de se levar essa mensagem a todos os povos.
A lição de hoje mostra como a mensagem da salvação chegou aos samaritanos, africanos e aos demais gentios na casa de Cornélio.

I SAMARIA

1.       Origem dos samaritanos.

Quando Salmaneser, imperador da Assíria sitiou Samaria, a capital do Israel, em 722 a.C., levou cativas as dez tribos do norte, 2Rs 17.3. Os assírios faziam permutas, deportando seus subjugados para terras estrangeiras. Levaram as dez tribos do norte para outras regiões e trouxeram estrangeiros para povoarem a terra de Israel. Eles adotaram essa política como estratégia para desarticular os povos vencidos e, assim, neutralizar o sentimento nacionalista e eliminar a hipótese da insurreição contra a metrópole, (2Rs 17.24-31). Os poucos filhos de Israel que ficaram na terra se misturaram com esses estrangeiros, de modo que seus filhos se tornaram mestiços, (mistura de israelita e gentio). Essa mistura era os samaritanos; essa mistura era também religiosa, pois rejeitaram as Escrituras Sagradas, aceitando apenas o Pentateuco. As duas tribos do sul que também foram levadas cativas para a Babilônia ao retornarem a Judá, (Ed 4.1-4), não consideraram os samaritanos como seus irmãos. Por isso, recusaram sua ajuda na reconstrução, do templo em Jerusalém. O relacionamento deles, que já não era bom, ficou pior, e tornaram-se inimigos ferrenhos.

2.       “Os judeus não se comunicam com os samaritanos” (Jo 4.9).

Judeus e samaritanos sempre foram extremamente hostis, pois estes últimos tinham uma forma de culto muito diferente da dos primeiros. A Bíblia samaritana até hoje consiste apenas do Pentateuco.

1.       FELIPE EM SAMARIA

1.       Perseguições e expansão da Igreja.

Com o assassinato de Estêvão, a igreja experimentou uma perseguição nunca vista, (At 8.1-3). Isso foi o ponto de partida, para que o Evangelho saísse de dentro das portas de Jerusalém e alcançasse as nações dos gentios.

2.       Evangelização dos samaritanos.

Felipe, como Estevão, sobressaiu-se na pregação do evangelho. Ele era impulsionado pelo Espírito Santo, pois do contrário não ousaria enfrentar as hostilidades dos samaritanos. O texto diz que o povo prestava atenção ao que ele dizia. Agora encontramos samaritanos e gentios no contexto da evangelização; “Samaria e até aos confins da terra”, (At 1.8). Filipe em At 8, começa o grande projeto missionário; levando a ordem imperativa do mestre, (Mt 28.19,20; Mc 16.16,17). Começou com os samaritanos. Povo mestiço mistura de israelita e gentio, e depois foi enviado pelo Espírito Santo para a região de Gaza, pois o eunuco, ministro da rainha Candace, estava sedento da Palavra de Deus.

3.       Pedro e João;

A chegada de Felipe a Samaria mostra que na Igreja de Cristo não há preconceito. É verdade que Filipe, pelo que se infere do nome, era era judeu helenista, e como tal não era tão extremista como os da palestina. Chamados hebreus. Isso somente não justifica a sua ida a Samaria, pois Pedro e João eram hebreus, nascidos na Palestina. No entanto, foram até lá para apoiarem o trabalho de Filipe. A chegada desses apóstolos àquela localidade fortaleceu o trabalho evangelístico e também os samaritanos foram batizados no Espírito Santo, (Atos 8.14-17);

III. FILIPE E O EUNUCO

O encontro de Felipe com o eunuco da rainha de Candace, da Etiópia, era também o prenúncio da evangelização mundial.

1.       Eunuco na Bíblia.

Os eunucos eram homens de confiança, nas cortes orientais como Potifar no Egito, (Gn 39.1); Daniel e seus companheiros na Babilônia, (Dn 1.3,4); Neemias na Pérsia, (Ne 1.11); O vocábulo "eunuco" teve sua origem na Assíria e significa primariamente “oficial da corte” mas no hebraico apresenta um sentido secundário de “castrado”.

2.       Lendo o profeta Isaias O verbo ler qará, é o mesmo para “clamar gritar”.

Os antigos tinham o hábito de ler em voz alta; isso significa que o eunuco assim procedia e, de longe Filipe podia ouvir a sua leitura! (Eu porém não posso concordar com esta colocação); bom é ... mas vê já o que diz a Bíblia: “E disse o Espírito a Filipe chega-te e ajunta-te a esse carro”, v.29; Filipe não podia estar longe, Felipe estava junto do carro. Mas..., como cada um responderá pelo que diz; o estar ouvindo de longe de Filipe fica com o comentarista desta lição no seu lançamento. Cremos que quando Felipe se aproximava do carro pode ouvir e percebeu que lia o texto do Profeta Isaías, At 8.30; A pergunta de Felipe, “entende o que lês”? o eunuco foi sincero, respondendo que não, pois ninguém o tinha para ensinar, foi quando pediu que Felipe subisse no carro , e o interrogou pedindo explicação. Resultado; ouvindo o eunuco a Palavra de Deus pelo evangelista, pediu o batismo nas águas e foi atendido. Com certeza também por essa conversão também o eunuco levaria o evangelho a sua terra. Vamos voltar com nosso comentarista.

3.       A rainha da Etiópía.

O eunuco era um oficial da corte, Etiópia, At 8.27; ministro das finanças da rainha “Candace” , que não era o nome dela, mas um titulo, como “Faraó”, no Egito; “Cesar”, em Roma etc.

1.       PEDRO NA CASA DE CORNÉLIO

1.       Gentios.

Os gentios, goiym, em hebraico, são todos os povos que não são judeus. Até a vinda de Jesus, a humanidade estava dividida em gentios; egípcios, assírios, caldeus , gregos, romano e bárbaro; e judeus os descendentes de Israel. Jesus derrubou esta parede de separação, (Ef 2.13-18), formando um novo povo, a Igreja. Hoje a humanidade está dividida em três grupos; judeus, gentios e a Igreja, (1Co 10.32). A salvação dos gentios estava no plano estabelecido por Deus, portanto, não foi uma improvisão de última hora feita por Jesus e seus apóstolos. A mensagem de Gn 12.3; “Em ti serão benditas todas as famílias da terra” era a promessa de Deus para salvar os povos, (Gl 3.8). Isso esta muito mais claro no livro de Isaías; “As ilhas aguardarão a sua Doutrina”, Is 42.4; ou, “e no se nome os gentios esperarão”, conforme a Septuaginta, citada em Mt 12.21; Os 1.2; 2.23, Rm 9.25 e 26).

2.       Simão o curtidor.

Lucas mostra que Pedro ficou hospedado muitos dias na casa de “Simão o curtidor”, (At 9.43). Esta profissão era condenada impura pelos judeus, Porém Pedro tinha outra visão muito além sobre essa questão. Deus se revelou a Cornélio, mandando-o que chamasse a Pedro. Apesar dessa visão, preliminar, Pedro precisava ouvir mais do Senhor, pois a barreira transcultural era muito forte, para ser quebrada momentaneamente. Por isso, a visão do lençol com toda sorte de animais mostrava a Pedro que a mensagem do evangelho deveria ser levada aos gentios. Os judeus são escrupulosos ao extremo nas (leis dietéticas judaicas até hoje com relação aos alimentos considerados puros e impuros).

4.       Pedro na casa de Cornélio Pedro partiu com eles para Cesáreia, pois Cornélio já estava com seus familiares e amigo à sua espera, ávido pela Palavra de Deus. (Esse contexto até nossa conclusão também são nosso); “Caiu o Espírito santo sobre todos”, v. 44; quando ainda Pedro falava de Jesus a família e a todo povo que o esperavam receberam com a fé salvadora, (vv.34-48; 11.14). Deus imediatamente derrama o Espírito Santo sobre todos, como testemunho de que creram e receberam a vida regeneradora de Cristo, “Contudo, não se deixou a si mesmo sem testemunho, beneficiando-vos lá do céu, dando chuvas e tempos frutíferos, enchendo de mantimento e alegria o vosso coração, (14.17) “E Deus que conhece os corações, lhes deu testemunho dando-lhes o Espírito Santo, assim como também a nós. E não fez diferencia alguma entre eles e nós, purificando o seu coração pela fé, (Atos 15.8e9). A vinda do Espírito Santo sobre a família de Cornélio teve o mesmo propósito que o dom do Espírito Santo para os discípulos no dia de Pentecoste, (At 1.8; 2.4). Esse derramamento do Espírito não é a obra de Deus na regeneração do pecador, mas sua vinda sobre eles para revesti-los de poder. Note as palavras de Pedro posteriormente ressaltando a semelhança entre essa experiência e a do dia de Pentecoste, (At 11.15 e 17). Evidentemente é possível uma pessoa ser batizada no Espírito Santo, imediatamente de receber a salvação.

CONCLUINDO Podemos agradecer nosso Deus por esse amor tão grande para com o pecador! E também pela vitória alcançada em concluirmos a segunda parte deste singelo trabalho. HONRA E GLÓRIA À JESUS!!



Atos dos Apóstolos

Lição 10 - A Salvação de Saulo
Texto - Áureo: “Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai porque este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel” (At 9.15).

Leitura Bíblica em Classe - (At 9.1-6;10-18).

At 9.1 - E Saulo respirando ainda ameaças e morte contra os discípulos do Senhor, dirigiu ao sumo sacerdote.
v.2 - E pediu-lhe cartas para Damasco, para as sinagogas, afim de que, se encontrasse a alguns daquela seita, quer homens quer mulheres, os conduzisse presos a Jerusalém.
v.3 - E indo no caminho, aconteceu que, chegando perto de Damasco, subitamente o cercou um resplendor de luz do céu.
v.4 - E, caindo em terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, porque me persegue?
v.5 - E lhe disse: Quem é Senhor? E disse o Senhor; Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões.
v.6 - E ele, tremendo e atônito disse: Senhor que queres que eu faça? E disse-lhe o Senhor; levanta-te e entra na cidade, e lá te será dito o que te convém fazer.
v.10 - E havia em damasco um certo discípulo chamado Ananias. E disse lhe o Senhor em visão: Ananias! E ele respondeu: Eis-me aqui Senhor!
v.11 - E disse-lhe o Senhor: Levanta-te e vai AC rua chamada Direita, e pergunta em casa de Judas por um homem deTarso chamado Saulo; Pois eis que ele está orando;
v.12 - E numa visão viu que entrava um homem chamado Ananias e punha sobre ele a mão, para que tornasse a ver.
v.13 - E respondeu Ananias: Senhor, de muitos ouvi acerca deste homem, quanto males tem feito aos teus servos em Jerusalém;
v.14 - E aqui tem poder dos principais dos sacerdotes, para prender a todos os que invocam o teu nome.
v.15 - Disse-lhe, porém, o Senhor; Vai, porque este é para mim um vaso escolhido para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis, e dos filhos de Israel.
v.16 - E eu lhe mostrarei quanto deve padecer pelo meu nome.
v.17 - E Ananias foi, e entrou na casa, e, impondo-lhe as mãos, disse: Irmão Saulo, o Senhor Jesus, o Senhor Jesus que te apareceu no caminho por onde vinhas, me enviou, para que torne a ver e sejas cheio do Espírito Santo.
v.18 - E logo lhe caíram dos olhos como que umas escamas, e recuperou a vista; e, levantando-se foi batizado.

INTRODUÇÃO

Após não muito tempo da morte de Estêvão, aconteceu a conversão de Saulo. Chama-nos a atenção o grande poder de Jesus e a sua imensa graça.
O nosso general precisava de um capitão em seu exercito, e foi buscá-lo nas fileiras do inimigo, transformando-o pelo poder sobrenatural do Espírito Santo, lapidando-o e preparando para ser o apostolo dos gentios.

1.       QUEM ERA Saulo de Tarso ?

1.       Antes de sua conversão.

Tudo que sabemos dele encontramos em Atos, nas suas epístola, II Pe 3. 15;
No entanto, possuímos dados sobre a vida de Paulo do que acerca de qualquer um dos outros apóstolos.
Seu nome hebraico é Shaul, o mesmo nome do primeiro rei de Israel, que significa “pedido”. Seu nome romano é “Paulus” que significa “pequeno”.Nasceu em Tarso, grande centro cultural da Cilicia, mas foi criado em Jerusalém, aos pés de Gamaliel, (At 22. 3; 26.4; e herdou de seu pai a cidadania romana, ( At 16. 37; 21. 39; 22. 25).

2.       sua aparência física

Muito se em discutido sobre sua aparência física, mas a Bíblia nada fala a respeito. O que costuma dizer em nosso meio, é proveniente da tradição que, segundo a obra apócrifa, Atos de Paulo, escrito na segunda metade do segundo século, diz: “E viu Paulo se aproximando, um homem pequeno de estatura, com cabelos loros, torto de pernas, o corpo em bom estado, com sobrancelhas ligadas, convexo, cheio de graça, pois algumas vezes ele se assemelha a homem com rosto de anjo.

3.       O inimigo implacável do cristianismo, v. 1;

Como membro do sinédrio, tinha direito a voto, (at 26. 10).
Por isso votou a favor da morte de Estêvão, antes de sua conversão, é mencionado três vezes, At 7.58; 8. 1 e 3) como inimigo implacável da Igreja.
A sua perseguição era tão feroz que procurava os discípulos até em suas casas, arrastando impiedosamente, até as mulheres, encerrando-os no cárcere.
Diz o versículo 1; “E Saulo, respirando ainda ameaças e morte contra os discípulos do Senhor”.
Isso o revela como um animar devastador, feroz e indomável.
Ele mesmo declarou: “encerrei muitos dos santos nas prisões, e quando os matavam eu dava o meu voto contra eles”, ( At 26. 10).

1.       A CONVERSÃO DE SAULO DE TARSO.

1.       Carta para Damasco, v. 2;

Roma havia concedido aos judeus direito de extradição dos criminosos fugitivos de Jerusalém.
Até onde podemos ver em Atos, ser cristãos naqueles dias era não só um crime religioso, mas também civil.
Saulo considerava os seguidores de Cristo subversivos.
Por isso conseguiu cartas dos “principais dos sacerdotes”, ( At 26. 10) e do “sumo sacerdote”, 22. 5; as quais investiu de autoridade para prender os discípulos do Senhor Jesus.

2.       Na estrada de Damasco, v. 3;

Damasco, a 240 km de Jerusalém, perdurava uma semana de viagem; Paulo ia com uma comitiva, na tentativa de esmagar o cristianismo, que até então, já havia ultrapassado os limites da Judéia, Samaria e Galiléia.
Perto de Damasco ele foi subitamente envolvido por uma luz que o derrubou por terra, e a voz de Jesus o chamou nominalmente.
Ele reconheceu imediatamente que se tratava de algo divino, pois disse: “quem és Senhor? V. 5;

3.       Suposta contradição.

A aparente discrepância entre ( At 9. 7; “ouvindo a voz, mas não vendo ninguém”, e At 22. 9; “mas não ouviram a voz daquele que falava comigo” é meramente uma questão de tradução.

Eu pr. Lourival, com respeito ao nosso comentarista, ficamos com o comentário do Dr. Scofield, que acrescenta mais uma referência, At 26. 14; E caindo todos nós por terra.

Comparando At 9.7; com 22. 9; e com 26. 14;

É uma contradição imaginária.

As três declarações podem ser reunidas numa só.

Os homens ouviram a “voz” como um som ( gr. phõne), mas não ouviram a “voz” articulada em palavras, “Saulo, Saulo”, etc.

4.       Experiência com o Cristo vivo.

Esta mudança súbita de Saulo de Tarso tem deixado os judeus estarrecidos, até a atualidade.
Muitos ficam sem entender como um homem, o qua agia ferozmente contra os cristãos, de repente passa a ser um deles, defendendo e anunciando com fervor o cristianismo.
Isso é a graça de Deus, Jesus disse: “O vento assopra onde quer, e ouve a sua voz, mas não sabe donde vem, nem para onde vai; assim é aquele que é nascido do Espírito”, ( Jo 3. 8 ).

III. o APOSTOLADO DE PAULO.

1.       A visão de Ananias, ( VV. 10 e 11 ).

Vencido e alvejado pela graça de Deus, Saulo foi conduzido cego para Damasco, para a rua chamada direita, que existe até hoje nesta cidade.
Deus, em sua infinita sabedoria, não permitiu que a prova dessa conversão ficasse limitada apenas aos companheiros de Saulo.
Por isso revelou esse acontecimento a Ananias.

2.       Temor de Ananias, Vv. 13 e14;

Era uma reação perfeitamente normal a qualquer ser humano.
Tendo conhecimento da devastação que Saulo fizera em Jerusalém, após o martírio de Estêvão, e sabedor que ele estava investido da autoridade concedido pelo Sinédrio para açoitar e aprisionar os discípulos, era mesmo para ficar temeroso.
Ananias, porém, ainda não sabia que a graça de Deus havia alvejado o indomável perseguidor, e o tal seria um vaso escolhido para os propósitos divinos.

3.Requisitos para o apostolado, v. 15;

A luz De At 1. 21,22, era necessário que Paulo tivesse uma chamada especifica para o apostolado, afim de que pudesse ser testemunha da ressurreição de Cristo.
Essa exigência foi satisfeita na conversão de Saulo de Tarso, em sua experiência com Cristo, nosso redentor.
Quatro vezes Paulo declara ter visto a Jesus. Isso torna legitimo o seu apostolado, ( I Co 9.1; 15. 8; II Co 4. 6; Gl . 1. 15 e 16).

4.       Questões da critica textual, VV. 5 e 6;

O texto: “duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões. E ele tremendo e atônito, disse: Senhor, que queres que faça?”, não aparece nas versões Atualizada e Revisada, ou, “Revista” de Almeida, na Brasileira e na nova versão internacional, por não se encontrar nos manuscritos gregos.
Está na versão corrigida, via vulgata Latina.
Erasmo de Roterdã usou, quando preparava a primeira edição de seu Novo testamento em grego, lançado em 1516, pois substituiu o grego pelo latim em certas passagens ele não dispunha de todo o texto grego.
Esse texto de Erasmo, serviu de base para a versão espanhola de Reina, a inglesa do rei Tiago, e a portuguesa de João Ferreira de Almeida. A parte do versículo 6 aparece em atos 22. 10.
Isso em nada desabona a inspiração e autenticidade da Bíblia. Os próprios críticos reconhecem essa autoridade. São variações oriundas de falhas de copistas durante catorze séculos copiando manualmente essas passagens.
São coisas que não comprometem a mensagem do evangelho, como diz a enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia: “O acumulo inteiro de variantes não conseguiu modificar as mensagens mesmo nas minúcias.

1.       o QUE PAULO REPRESENTA PARA O CRISTIANISMO?

1.       O APOSTOLADO ENTRE OS GENTIOS.

A visão de Paulo, no ministério entre os gentios, compartilhada com Barnabé, o tornava “progressistas” para a sua época, no mundo judaico, e da mesma forma, as suas doutrinas para os padrões sociais do mundo Greco-romano.
Ele se tornara o principal representante da nova religião revelada.
O seu conceito da divindade contrariava frontalmente as religiões politeístas de seus dias.
A nova compreensão sobre o Messias mudou radicalmente sua vida e contrariava, não o Antigo Testamento, mas o que o judaísmo pensava a respeito do Libertador.
Paulo considerava os judeus e os gentios na mesma situação.
Em romanos, cap. primeiro, ele descreve a depravação dos gentios.
No seg., a incredulidade e desobediências dos judeus.
No terceiro cap. põe os dois povos no mesmo bojo: “todos pecaram”, Rm 3. 23; diante disso levou avante a ordem de Jesus: “Porque hei de enviar-te aos gentios de longe, ( At 22.21).

2.       As missões

Com resultado das quatro viagens missionária de Paulo surgiram as igrejas da Ásia e Europa.
A ele deve-se a expansão do cristianismo.
Suas estratégias missionárias são ainda hoje o modelo para nós.
Nenhum homem fez pelo Evangelho o que ele realizou, exceto o próprio Salvador Jesus Cristo.

3.As epistolas.

São o maior tesouro deixou para a Igreja.
São frutos de suas experiências e trabalho, na direção do Espírito Santo. Seus escritos ocupam um terço do Novo Testamento.
Sem as suas cartas o cristianismo poderia ser uma mera seita do judaísmo.

CONCLUINDO

O ministério de Paulo entre os gentios, suas viagens missionárias e as epístolas escritas, o tornam o maior herói do cristianismo.
Seus exemplos devem ser seguidos pelos obreiros, ( I Co 11. 1) e seus ensinos obedecidos por todos os cristãos.
Suas idéias continuam vivas e atuais porque foram inspiradas pelo Espírito Santo em todas as épocas.
(Com mui respeito primeiramente à nossos ouvintes e leitos desta matéria tão importante;
Somos agradecidos a Deus pelos exemplos de Paulo segundo I Co 11.1; e mais porque suas idéias ainda são vivas, através do Espírito Santo.
Mas, segundo seu comentário parece uma ordem sua, quando diz: “ Seus exemplo devem ser seguidos pelos obreiros; e que seus ensinos obedecidos por todos os cristãos”. ( eu te pergunto, e você responde para Deus; se tiver coragem.
Você segue ou tem seguido o exemplo de Paulo?
E os cristãos da tua igreja têm obedecido aos ensinos de Paulo? ( Não estou te julgando, só fiz a pergunta; pode pensar o que quiser!!!
Não gostaria de concluir nossa lição desta forma;
Mas que o Senhor nosso Deus ajude–nos.

Atos dos Apóstolos

Lição 11 - Antioquia - A Primeira Igreja Missionária

Texto - Áureo: “Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos” (At 11. 26).

Leitura Bíblica em Classe - (At 11.19-26; 13.1-4).

At 11.19 - E os que foram dispersos pela perseguição que sucedeu por causa de Estevão caminharam até a Fenícia, Chipre e Antioquia, não anunciando a ninguém a Palavra se não somente aos judeus.
v.20 - E havia entre eles alguns varões de Chipre e de Cirene, os quais, entrando em Antioquia falaram aos gregos, anunciando o Senhor Jesus.
v.21 - E a mão do Senhor era com eles; e grande numero crreu e se converteu ao Senhor.
v.22 - E chegou a fama destas coisas aos ouvidos da igreja que estava em Jerusalém; e enviaram Barnabé até Antioquia,
v.23 - O qual, quando chegou viu a graça de Deus, se alegrou e exortou a todos a que, com firmeza de coração, permanecessem no Senhor.
v.24 - Porque era homem de bem, e cheio do Espírito Santo e de fé. E muita gente se uniu ao Senhor.
v.25 - E partiu Barnabé para Tarso, a buscar Saulo; e, achando-o, o conduziu para Antioquia.
v.26 - E sucedeu que todo um ano se reunira naquela igreja e ensinaram muita gente. Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos.
Cap.13.1 - E na igreja que estava em Antioquia, havia alguns profetas e doutores, a saber; Barnabé, e Simeão, chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaem, que fora criado com Herodes, o tetrarca e Saulo.
v.2 - E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo; Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que tenho chamado.
v.3 - Então jejuando, e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram.
v.4 - E assim estes enviados pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia e dali navegaram para Chipre.

INTRODUÇÃO

Outro centro cristão começa a despontar no horizonte.
A situação em Jerusalém tornara-se insuportável, por causa das freqüentes perseguições.
Os discípulos foram dispersos para a Judéia e Samaria, exceto os apóstolos, ( At 8. 1 ).
Por onde passavam anunciavam Jesus Cristo, ( At 8. 4 ).
Outros foram para Fenícia, a ilha de Chipre e as cidades de Antioquia da Síria e Cirene.
De todas essas localidades, Antioquia da Síria sobressaiu-se, tornando-se o mais importante centro missionário, no primeiro céculo do cristianismo.

1.       A EXPANSÃO DA IGREJA

1.       “Caminharam até a Fenícia”, V. 19;

Os fenícios destacaram-se na história pela arte náutica.
Eram inigualáveis navegadores e peritos mercadores.
Fundaram bases em Cartago, Malta, Silicia e Sardenha, como entrepostos para o desenvolvimento do comercio,
Eram idolatras; sua divindade nacional era Baal e adoravam também Astarote e Asera, ( I Rs 11. 5; 16. 31; 18.19 ).
Eles descendiam de Sidom filho de Canaã, ( Gn 10. 15, 19; Is 23. 11 e 12), e constituíram uma civilização muito antiga, ( Is 23. 7). Só encontramos o nome deste país no Novo Testamento, (At 11. 19; 15.3; 21.2).

2.       Chipre, V. 19;

Ilha do mediterrâneo com cerca de 225 quilômetros de comprimento por 97 de largura na parte mais larga.
Dista 97 quilômetros da costa síria e turca. Seus antigos habitantes descendiam de Capturim, filho de Mizraim, camita, ( Gn 10. 13 e 14), era a terra natal de Barnabé, ( At 4. 36).
Paulo e barnabé fizeram uma turnê pela ilha, de leste ao oeste, de Salamina a Pafos, durante sua primeira viagem missionária, ( At 13. 4 -13).

3.       Antioquia da síria, ( V. 19).

Também conhecida Antioquia do Orontes, devido o rio em cujas proximidades ela se situava.
Não deve ser confundida com a Antioquia da Pisidia, de At 13. 14; Era uma das dezesseis cidades fundadas por seleuco I, por volta de 310 a.C. e cujos nomes foram dados em homenagem a seu pai, Antíoco. Era a terceira cidade do império romano.
Só perdia em importância para Roma e Alexandria.
Foi conquistada por Pompeu, em 64 a.C., e passou a ser a capital da síria, que se tornou uma província romana.
Distava 500 quilometro de Jerusalém e gozava de posição estratégica favorável para as missões, pois localizava-se na divisa entre os dois mundos culturais da época; o grego e semita.

1.       MISSÕES TRANSCULTURAIS

1.       Além das fronteiras culturais.

No versículo 19 diz que os discípulos, os quais residiam na ilha de Chipre, na Fenícia e na cidade de Antioquia da Síria, não pregavam para os gentios; “não anunciando a ninguém a Palavra senão somente aos judeus”.
Isso porque eles ainda não tinham tido conhecimento da visão de Pedro e o resultado da visita a casa de Cornélio, visto que isto só aconteceu após a morte de Estêvão.
Entretanto o V. 20, afirma que os que procederam de Chipre e Cirene levaram as boas novas aos gregos;
“Os quais, entrando em Antioquia, falaram aos gregos anunciando o Senhor Jesus”.
Essa “inovação” não desapontou a Igreja em Jerusalém que, pelo contrario deu seu total apoio.
Cirene situava no norte da África, entre o mediterrâneo e o deserto do Saara.
Barnabé era Levita natural de Chipre ( At 4. 36; e Lucio um dos doutores da igreja em Antioquia da Síria, era cireneu, At 13.1).

2.       Surge a igreja dos gentios.

Diz o texto sagrado; “E a mão do Senhor era com eles; e grande numero creu e se converteu ao Senhor”, ( V. 21).
A peculiaridade da Antioquia, da Síria consistia no fato de os discípulos pregarem para os gentios, os quais de bom grado receberam a mensagem.
O número deles agora era considerável. A Igreja crescia e se expandia, pois não estava mais limitada somente aos judeus.

3.       Barnabé em Antioquia da Síria, V. 22;

A decisão também foi sabia na escolha de Barnabé para ser enviado a Antioquia, pois era um homem de fé generoso e cheio do Espírito santo.
Outro motivo, era por ser ele “progressista” ( no bom sentido da palavra), para o padrão judaico da época.
A Igreja na Síria era também formada por gentios.
Os apóstolos tinham apenas a experiência de administrar grupos evangélicos, essencialmente constituídos de judeus.
Barnabé, porém, possuía a maneira peculiar de lidar com os gregos.

4.       O legalismo destrói a obra de Deus,

O legalismo farisaico do judaísmo mais atrapalhava do que ajudava naquelas circunstâncias.
O cristianismo era a religião da liberdade no Espírito Santo e não uma lista de regras, ( Gl 5. 1), como a que os judeus até então vinham experimentando.
Era algo vivo, ou seja, o poder de Deus nas vidas transformadas pela obra sobrenatural da terceira Pessoa da Trindade.

III. CHAMADOS CRISTÃOS.

1.       Origem do nome cristão

“Em Antioquia foram os discípulos pela primeira vez chamados Cristãos”, ( 11. 26).
O vocábulo cristão, Cristianoi em grego cristianus em latim, aparece apenas três vezes no N. T. ( At 11. 26; 26. 28; I Pe . 4.16).
A desinência ão de Cristo+ão = cristão significa “seguidor de, adepto de”, como no caso de “herodíamos” Mc 3. 6) que quer dizer “seguidores de Herodes”.
Os habitantes de Antioquia da entenderam que o vocábulo ‘Cristo’ fosse um nome próprio (os discípulos se referiam a Jesus como o “Cristo”.
Por essa razão chamaram os discípulos de cristãos.
Outros confundiram com Chrestos, nome próprio muito comum entre os gregos, que significa “bom”.
Por esse motivo, o historiador romano, Suetônio, faz menção de uma disputa entre judeus e chrestianos, nos dias de Claudio, que parece haver ligação com At 18. 2;
No entanto, na época de Nero, o vocábulo já era um nome muito conhecido, e usado por Tácito, Suêonio, Plínio e pelos pais da Igreja.

O que significa ser Cristão hoje?

Hoje os seguidores de Jesus são conhecidos universalmente, como cristãos. Isso é sinônimo de redenção em Cristo.
Esse nome os tenta em nossa vida como um estandarte de honra.

1.       A CHAMADA MISSIONÁRIA

1.       Situação de Jerusalém

Barnabé e Saulo ensinaram aos cristãos de origem gentílica, durante um ano, cap. 11. 26;
Na época houve uma seca devastadora na Palestina, o que ocasionou uma grande fome, e os irmãos em Jerusalém enfrentavam dificuldades financeiras, ocasião em que a Igreja gentia levantou uma oferta, para socorrer os necessitados da Judéia ( 11. 27 – 30).
Lucas abre um parêntese em sua narrativa, para registrar o que aconteceu nessa época em Jerusalém Atos 12;
O martírio de Tiago, irmão e João, a prisão de Pedro e sua libertação miraculosa, em resposta à oração daqueles irmãos, e a morte de Herodes Agripa I.
Em seguida retorna a história da Igreja em Antioquia da síria e menciona a primeira viagem missionária de Paulo.

2.       A Igreja em Antioquia.

Muitos haviam convertido e o cristianismo muitos e o cristianismo havia conquistado pessoas ilustres da sociedade;
“Na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé e Simeão, que chamado Níger, e Lucio, cireneu, e Manaem, que fora criado com Herodes, o tetrarca e Saulo”.
Dos nomes acima mencionados, dois foram escolhidos para a obra missionária: Barnabé e Saulo.
O interessante é que o Espírito Santo escolhe o melhor para as missões.
A Igreja em Antioquia da síria certamente sentiu falta dos serviços que eles lhes prestavam, mas, no entanto, os enviou.
Certamente, contava com o trabalho deles ainda por muito tempo. Porém, os caminhos de Deus não são os nossos caminhos, e muito menos os pensamentos de Deus ( Is 55. 8 e 9).

CONCLUSÃO;

O NOSSO Deus é imutável, portanto, o seu conceito sobre missões é o mesmo dos dias apostólicos.
Se esta obra não frutifica como no principio da igreja a culpa é exclusivamente nossa.
Agora em plena década da colheita. É o momento de despertarmos para esta grande realidade.

Até aqui nos ajudou o Senhor... Glórias a Deus!!



Atos dos Apóstolos
Lição 13 - O Primeiro Concílio Apostólico

Texto - Áureo: “Estai, pois, firmes na liberdade com que cristo nos libertou, e não torneis a meter-se debaixo do jugo da servidão” (Gl 5.1).

Leitura Bíblica em Classe - (At 15.6-20,22,28,29).

At 15.6 - congregaram-se, pois, os apóstolos e os anciãos para considerar este assunto.
v.7 - E, havendo grande contenda, levantou-se Pedro e disse-lhes: Varões irmãos bem sabeis que já há muito tempo Deus me elegeu dentre vós para que os gentios ouvissem da minha boca a palavra do evangelho e cressem.
v.8 - E Deus que conhece os corações, lhes deu testemunho, dando-lhes o Espírito Santo, assim como também a nós;
v.9 - E não fez diferença alguma entre eles e nós, purificando o seu coração pela fé.
v.10 - Agora, pois, porque tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós podemos suportar?
v.11 - Mas cremos que seremos salvo pela graça do Senhor Jesus Cristo, como eles também.
v.12 - então toda multidão se calou e escutava a Barnabé e a Paulo, que contavam quão grandes sinais e prodígios Deus havia feito por meio deles entre os gentios.
v.13 - E, havendo-se eles calado, tomou Tiago a palavra, dizendo: Varões irmãos, ouví-me.
v.14 - Simão relatou como primeiramente, Deus visitou os gentios, para tomar deles um povo para o seu nome.
v.15 - E com isto concordaram as palavras dos profetas, como está escrito:
v.16 - Depois disto voltarei e reedificarei o tabernáculo de Davi, que está caído; levantá-lo-ei das suas ruínas e tornarei a edificá-lo
v.17 - Para que o resto dos homens busquem ao Senhor, e também todos os gentios sobre os quais o meu nome é invocado, diz o Senhor, que faz todas estas coisas,
v.18 - Que são conhecidas desde a eternidade.
v.19 - Pelo que julgo que não se deve perturbar aqueles, dentre os gentios, que se convertem a Deus,
v.20 - Mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, da prostituição, do que é sufocado e do sangue.
v.22 - Então, pareceu bem aos apóstolos e aos anciãos, com toda a igreja, eleger varões dentre eles e enviá-los com Paulo e Barnabé a Antioquia, a saber: Judas, chamado Barsabás, e Silas varões distintos entre os irmãos,
v.28 - Na verdade, pareceu bem ao Espírito santo e a nós não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias.
v.29 - que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da fornicação; destas coisas fareis bem se vos guardardes. Bem vos vá.

INTRODUÇÃO;

Ao retornar da primeira viagem missionária, Paulo deparou com um problema serio no meio dos judeus cristãos.
Ele avia descoberto a formula da transculturação, ou seja evangelizar os gentios se os judaizar.
Os radicais que permeavam a Igreja os judaizante queriam que esses novos crentes seguissem o modus vivendi deles.
Essa discussão deu origem ao Concílio de Jerusalém, que é o tema da lição de hoje.

1.       CAUSA DA DISCUSSÃO

1.       Os perturbadores judaizantes.

Deus abriu a porta da fé aos gentios, isso era ponto pacifico, ( At 11. 18;14. 27).
Outro problema surgiu sobre a situação deles; deviam ser judaizados? Essa questão era séria e podia ameaçar as bases do cristianismo. Alguns dentre os de Jerusalém foram a Antioquia, dizendo que os gentios deviam se tornar judeus para serem salvos, diziam que os gentios deviam viver o modus vivendi judaico prescrito na lei At 15. 1,5; Isso era proveniente dos fariseus que se haviam convertido.
Eles se apresentavam como vindo da parte de Tiago, ( Gl 2.12), que jamais os autorizou, como ele mesmo declara, At 15. 24).
Saíram da igreja em Jerusalém, realmente, mas não foram autorizados a falar em nome dos apóstolos.

2.       Liberdade cristã ameaçada.

Em Antioquia da síria, eles fizeram um estrago mui grande. Ate Pedro e Barnabé se deixaram levar por essa “dissimulação”, fazendo vista grossa, Gl 2. 11 – 13).
Paulo entendeu com clareza o que isso representava e com justiça ficou revoltado, e repreendeu publicamente um dos principais líderes da Igreja, Gl 2.14;
Eu pastor Lourival digo; vejamos o que diz no rodapé da Bíblia de Estudo Pentecostal, referente o assunto;
Resisti na cara v.11; Todos e qualquer que seja o pastor ou outro obreiro que se torna culpado de erro e hipocrisia, v. 13; deve

3.A epístola aos gálatas,

O texto de At 15. 1 -5; tem ligação com o testemunho de Paulo registrado em Gl 1. 7; e 5. 10;
Esta carta foi escrita antes do Concilio, de Jerusalém, se “as igrejas da Galácia”, ( Gl 1. 10, for uma referência às igrejas da Galácia do sul, que Paulo e Barnabé fundaram na primeira viagem missionária; Antioquia da Pisídia, Icônio, Listra e Derbe.

1.       OS DISCÍPULOS DO CONCÍLIO

1.       Pedro. Havia grande discussão, quando Pedro se levantou, chamando a atenção dos ouvintes.

Ele evocou a revelação que recebeu antes de ir a casa de Cornélio. Lembrou ainda que Deus o escolheu para falar aos gentios, uma alusão à experiência na residência do centurião At 10;
A declaração de Pedro no v. 11; revela que ele concordou com Paulo na discussão da Antioquia da Síria. São as mesmas palavras que o apóstolo dos gentios usou em Gálatas, 2. 16;

2.       Paulo e Barnabé, v. 12

A experiência de Paulo e Barnabé, na primeira viagem, é um testemunho vivo.
Como Deus tratou com os gentios de maneira extraordinária, sem o ritualismo judaico e nem os seus encargos.
Isso era a prova de que essas praticas não servia para a salvação. Esse testemunho esmagador de Paulo e Barnabé, somado ao discurso de Pedro, testificava contra os judaizantes.

III. PALAVRA DO PRESIDENTE.

1.       Valor das decisões convencionais.

Tiago esperou que Pedro, Paulo e Barnabé apresentassem o seu o seu parecer, sobre o assunto, para depois tomar a Palavra.
A citação de Amós, 9. 11e 12; é apenas uma das muitas passagens do A.T. que prevê a salvação dos gentios, ( Gn 22. 18; Sl 22. 27; Is 9. 2; 42. 4; 45. 22; 49. 6; Is 60. 3; 66. 23 Dn 7. 14 etc. ;
Jesus determinou que se pregasse a todas as nações Mt 28. 19; Lc 24. 47; At 1. 8:
A expressão “povo para o seu nome” era usada com referência a Israel, II Cr 14. 7;
No entanto Tiago reconhecia que a Igreja era um povo com essa dignidade constituídos de judeus e gentios convertidos ao Senhor.

2.       Como conduzir uma reunião

O que os demais participantes do evento acabaram de ouvir de Pedro, Paulo e Barnabé era o cumprimento das promessas de Deus, e profecias do Antigo Testamento.
Poe isso Tiago dirigiu-se respeitosamente aos presentes, chamando-os de “irmãos”.
Não tinha intenção de atacar nem os legalistas e muito menos os “liberais”, mas o seu compromisso era com a Palavra de Deus
3.       Um povo e não uma seita.
Ele chamou Pedro pelo seu nome hebraico, “Simão”. Isso mostra que Tiago não a reconhecia como a pedra, como reivindica a Igreja Católica.
A citação parafraseada que Tiago faz nas palavras de Pedro se reveste de suma importância, porque descarta a possibilidade de o cristianismo ser uma seita judaica: “Deus visitou os gentios para tomar deles um povo para seu nome”, ( v. 14).
Assim como Israel era uma nação, da mesma maneira seria a Igreja.
As três características de Israel, Pedro também aplica a Igreja; “Mas vós sois geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, um povo adquirido”, ( I Pe 2. 9).
Esse mistério da vocação dos gentios é assunto que Paulo se aprofundou em Efésios, cap. 3;
No entanto, Tiago, nesse concilio, já havia apresentado este tema.

1.       DECISÃO DO CONSELHO

1.“Que vos abstenha das coisas sacrificadas aos ídolos”. Esse preceito às restrições que se referem aos alimentos sacrificados aos ídolos.

Essa matéria foi aprofundada posteriormente por Paulo, ( Rm 14. 13 – 16; I Co 8. 7-15; 10. 23-33).

2.       Proibição do sangue.

A proibição de se alimentar do sangue, está prevista na lei de Moisés ( Lv 3. 17 ).
No entanto, ele era usado como alimento ou bebida pelos gentios.
Interpretar tal passagem, como proibição a transfusão de sangue, sustentada pelas “falsas” testemunhas de Jeová, é um “camisa de força” e não resiste a exegese bíblica.
Primeiro, porque o sangue dessa passagem é o dos animais, e não o humano.
Pois elas seriam obrigadas a admitir que a “carne sufocada” seja uma referência à carne humana.
Em segundo lugar, porque nenhum preceito bíblico é nocivo a vida.
Essa crença das “falsas” testemunhas de Jeová é condenada por Jesus, ( Mt 12. 3 – 7 ).

3.       Abstenção da carne sufocada.

Este preceito está na lei de Moisés, ( Gn 9. 5; 17. 10-16; Dt 12. 16, 23-25).
Era muito comum entre os gentios, e ainda hoje, abater animais sem o derramamento de seu sangue.

4.       Abstenção da prostituição.

O padrão moral deles estava mui aquém do judaico cristã; era grande risco de os gentios convertidos naufragarem nessas praticas licenciosas.

5.       Caráter dessas regras

A expressão “destas coisas fazeis bem se vos guardardes”, ( V. 29) parece mais uma recomendação.
Tg acrescenta ainda: “Porque Moisés, desde os tempos antigos, tem em cada cidade quem o pregue e, cada sábado é lido nas sinagogas” ( v. 21 ).
Isso significa que os judeus têm o alto padrão de conduta e um modus vivendi exemplar, porque estudam sobre isso nas sinagogas todos os sábados.
Os gentios não aprenderam os bons costumes, porque nunca tiveram quem os ensinasse.
Por essa razão, o modus vivendi deles era precário.
Aplicar essa conduta judaica aos gentios era o mesmo que afirmar que a graça do Senhor não era suficiente.
A lei de Moisés seria o complemento para a salvação.
Isso reduziria o Cristianismo a uma mera seita do judaísmo e, alem disso, confundiria com a identidade judaica.
Nesse caso, era como se os cristãos de hoje usassem o latit (manto usado pelos judeus religiosos) e o kippar ( sólidéo que ele usam sobre a cabeça), alimentando-se apenas de khasher, como os judeus; além de outros ritos, como condição para a salvação.
Uma questão de consciência.
Essas regras era o mínimo que se pedia para não escandalizarem os judeus cristãos.
Porém, mais por amor a eles, do que um meio de Salvação.
Uns acham que se trata de injunções e não ordenanças obrigatórias, usando como base ( Rm 14. 13 – 16; I Co 8. 7 -13; 10. 27-29).
Os contrario dizem que o assunto tratado por Paulo, nas citações acima, é outro.

CONCLUSÃO;

Causa-nos estranheza, hoje quando alguém levanta questões sobre usos e costumes, que as vezes, sequer aparecem na Bíblia ( exceto com interpretações subjetivas de certas passagens isoladas da Bíblia e fora do contexto), como condição para a salvação.
Vivemos os bons costumes, porque somos salvos e não para sermos santificados.
Tudo o que a consciência acusa, corrompe os bons costumes, viola santidade e causa escândalo, é pecado.

Bendito seja Deus Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que tem nos concedido o privilégio, de concluir ainda que resumido, o livro dos Atos dos apóstolos! Aleluia e muitas glorias ao nosso Deus, Amém e Amém!!



  Atos dos Apóstolos

Lição 13 - O Primeiro Concílio Apostólico

Texto - Áureo: “Estai, pois, firmes na liberdade com que cristo nos libertou, e não torneis a meter-se debaixo do jugo da servidão” (Gl 5.1).

Leitura Bíblica em Classe - (At 15.6-20,22,28,29).

At 15.6 - congregaram-se, pois, os apóstolos e os anciãos para considerar este assunto.
v.7 - E, havendo grande contenda, levantou-se Pedro e disse-lhes: Varões irmãos bem sabeis que já há muito tempo Deus me elegeu dentre vós para que os gentios ouvissem da minha boca a palavra do evangelho e cressem.
v.8 - E Deus que conhece os corações, lhes deu testemunho, dando-lhes o Espírito Santo, assim como também a nós;
v.9 - E não fez diferença alguma entre eles e nós, purificando o seu coração pela fé.
v.10 - Agora, pois, porque tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós podemos suportar?
v.11 - Mas cremos que seremos salvo pela graça do Senhor Jesus Cristo, como eles também.
v.12 - então toda multidão se calou e escutava a Barnabé e a Paulo, que contavam quão grandes sinais e prodígios Deus havia feito por meio deles entre os gentios.
v.13 - E, havendo-se eles calado, tomou Tiago a palavra, dizendo: Varões irmãos, ouví-me.
v.14 - Simão relatou como primeiramente, Deus visitou os gentios, para tomar deles um povo para o seu nome.
v.15 - E com isto concordaram as palavras dos profetas, como está escrito:
v.16 - Depois disto voltarei e reedificarei o tabernáculo de Davi, que está caído; levantá-lo-ei das suas ruínas e tornarei a edificá-lo
v.17 - Para que o resto dos homens busquem ao Senhor, e também todos os gentios sobre os quais o meu nome é invocado, diz o Senhor, que faz todas estas coisas,
v.18 - Que são conhecidas desde a eternidade.
v.19 - Pelo que julgo que não se deve perturbar aqueles, dentre os gentios, que se convertem a Deus,
v.20 - Mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, da prostituição, do que é sufocado e do sangue.
v.22 - Então, pareceu bem aos apóstolos e aos anciãos, com toda a igreja, eleger varões dentre eles e enviá-los com Paulo e Barnabé a Antioquia, a saber: Judas, chamado Barsabás, e Silas varões distintos entre os irmãos,
v.28 - Na verdade, pareceu bem ao Espírito santo e a nós não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias.
v.29 - que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da fornicação; destas coisas fareis bem se vos guardardes. Bem vos vá.

INTRODUÇÃO;

Ao retornar da primeira viagem missionária, Paulo deparou com um problema serio no meio dos judeus cristãos.
Ele avia descoberto a formula da transculturação, ou seja evangelizar os gentios se os judaizar.
Os radicais que permeavam a Igreja os judaizante queriam que esses novos crentes seguissem o modus vivendi deles.
Essa discussão deu origem ao Concílio de Jerusalém, que é o tema da lição de hoje.

1.       CAUSA DA DISCUSSÃO

1.       Os perturbadores judaizantes.

Deus abriu a porta da fé aos gentios, isso era ponto pacifico, ( At 11. 18;14. 27).
Outro problema surgiu sobre a situação deles; deviam ser judaizados? Essa questão era séria e podia ameaçar as bases do cristianismo. Alguns dentre os de Jerusalém foram a Antioquia, dizendo que os gentios deviam se tornar judeus para serem salvos, diziam que os gentios deviam viver o modus vivendi judaico prescrito na lei At 15. 1,5; Isso era proveniente dos fariseus que se haviam convertido.
Eles se apresentavam como vindo da parte de Tiago, ( Gl 2.12), que jamais os autorizou, como ele mesmo declara, At 15. 24).
Saíram da igreja em Jerusalém, realmente, mas não foram autorizados a falar em nome dos apóstolos.

2.       Liberdade cristã ameaçada.

Em Antioquia da síria, eles fizeram um estrago mui grande. Ate Pedro e Barnabé se deixaram levar por essa “dissimulação”, fazendo vista grossa, Gl 2. 11 – 13).
Paulo entendeu com clareza o que isso representava e com justiça ficou revoltado, e repreendeu publicamente um dos principais líderes da Igreja, Gl 2.14;
Eu pastor Lourival digo; vejamos o que diz no rodapé da Bíblia de Estudo Pentecostal, referente o assunto;
Resisti na cara v.11; Todos e qualquer que seja o pastor ou outro obreiro que se torna culpado de erro e hipocrisia, v. 13; deve

3.A epístola aos gálatas,

O texto de At 15. 1 -5; tem ligação com o testemunho de Paulo registrado em Gl 1. 7; e 5. 10;
Esta carta foi escrita antes do Concilio, de Jerusalém, se “as igrejas da Galácia”, ( Gl 1. 10, for uma referência às igrejas da Galácia do sul, que Paulo e Barnabé fundaram na primeira viagem missionária; Antioquia da Pisídia, Icônio, Listra e Derbe.

1.       OS DISCÍPULOS DO CONCÍLIO

1.       Pedro. Havia grande discussão, quando Pedro se levantou, chamando a atenção dos ouvintes.

Ele evocou a revelação que recebeu antes de ir a casa de Cornélio. Lembrou ainda que Deus o escolheu para falar aos gentios, uma alusão à experiência na residência do centurião At 10;
A declaração de Pedro no v. 11; revela que ele concordou com Paulo na discussão da Antioquia da Síria. São as mesmas palavras que o apóstolo dos gentios usou em Gálatas, 2. 16;

2.       Paulo e Barnabé, v. 12

A experiência de Paulo e Barnabé, na primeira viagem, é um testemunho vivo.
Como Deus tratou com os gentios de maneira extraordinária, sem o ritualismo judaico e nem os seus encargos.
Isso era a prova de que essas praticas não servia para a salvação. Esse testemunho esmagador de Paulo e Barnabé, somado ao discurso de Pedro, testificava contra os judaizantes.

III. PALAVRA DO PRESIDENTE.

1.       Valor das decisões convencionais.

Tiago esperou que Pedro, Paulo e Barnabé apresentassem o seu o seu parecer, sobre o assunto, para depois tomar a Palavra.
A citação de Amós, 9. 11e 12; é apenas uma das muitas passagens do A.T. que prevê a salvação dos gentios, ( Gn 22. 18; Sl 22. 27; Is 9. 2; 42. 4; 45. 22; 49. 6; Is 60. 3; 66. 23 Dn 7. 14 etc. ;
Jesus determinou que se pregasse a todas as nações Mt 28. 19; Lc 24. 47; At 1. 8:
A expressão “povo para o seu nome” era usada com referência a Israel, II Cr 14. 7;
No entanto Tiago reconhecia que a Igreja era um povo com essa dignidade constituídos de judeus e gentios convertidos ao Senhor.

2.       Como conduzir uma reunião

O que os demais participantes do evento acabaram de ouvir de Pedro, Paulo e Barnabé era o cumprimento das promessas de Deus, e profecias do Antigo Testamento.
Poe isso Tiago dirigiu-se respeitosamente aos presentes, chamando-os de “irmãos”.
Não tinha intenção de atacar nem os legalistas e muito menos os “liberais”, mas o seu compromisso era com a Palavra de Deus
3.       Um povo e não uma seita.
Ele chamou Pedro pelo seu nome hebraico, “Simão”. Isso mostra que Tiago não a reconhecia como a pedra, como reivindica a Igreja Católica.
A citação parafraseada que Tiago faz nas palavras de Pedro se reveste de suma importância, porque descarta a possibilidade de o cristianismo ser uma seita judaica: “Deus visitou os gentios para tomar deles um povo para seu nome”, ( v. 14).
Assim como Israel era uma nação, da mesma maneira seria a Igreja.
As três características de Israel, Pedro também aplica a Igreja; “Mas vós sois geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, um povo adquirido”, ( I Pe 2. 9).
Esse mistério da vocação dos gentios é assunto que Paulo se aprofundou em Efésios, cap. 3;
No entanto, Tiago, nesse concilio, já havia apresentado este tema.

1.       DECISÃO DO CONSELHO

1.“Que vos abstenha das coisas sacrificadas aos ídolos”. Esse preceito às restrições que se referem aos alimentos sacrificados aos ídolos.

Essa matéria foi aprofundada posteriormente por Paulo, ( Rm 14. 13 – 16; I Co 8. 7-15; 10. 23-33).

2.       Proibição do sangue.

A proibição de se alimentar do sangue, está prevista na lei de Moisés ( Lv 3. 17 ).
No entanto, ele era usado como alimento ou bebida pelos gentios.
Interpretar tal passagem, como proibição a transfusão de sangue, sustentada pelas “falsas” testemunhas de Jeová, é um “camisa de força” e não resiste a exegese bíblica.
Primeiro, porque o sangue dessa passagem é o dos animais, e não o humano.
Pois elas seriam obrigadas a admitir que a “carne sufocada” seja uma referência à carne humana.
Em segundo lugar, porque nenhum preceito bíblico é nocivo a vida.
Essa crença das “falsas” testemunhas de Jeová é condenada por Jesus, ( Mt 12. 3 – 7 ).

3.       Abstenção da carne sufocada.

Este preceito está na lei de Moisés, ( Gn 9. 5; 17. 10-16; Dt 12. 16, 23-25).
Era muito comum entre os gentios, e ainda hoje, abater animais sem o derramamento de seu sangue.

4.       Abstenção da prostituição.

O padrão moral deles estava mui aquém do judaico cristã; era grande risco de os gentios convertidos naufragarem nessas praticas licenciosas.

5.       Caráter dessas regras

A expressão “destas coisas fazeis bem se vos guardardes”, ( V. 29) parece mais uma recomendação.
Tg acrescenta ainda: “Porque Moisés, desde os tempos antigos, tem em cada cidade quem o pregue e, cada sábado é lido nas sinagogas” ( v. 21 ).
Isso significa que os judeus têm o alto padrão de conduta e um modus vivendi exemplar, porque estudam sobre isso nas sinagogas todos os sábados.
Os gentios não aprenderam os bons costumes, porque nunca tiveram quem os ensinasse.
Por essa razão, o modus vivendi deles era precário.
Aplicar essa conduta judaica aos gentios era o mesmo que afirmar que a graça do Senhor não era suficiente.
A lei de Moisés seria o complemento para a salvação.
Isso reduziria o Cristianismo a uma mera seita do judaísmo e, alem disso, confundiria com a identidade judaica.
Nesse caso, era como se os cristãos de hoje usassem o latit (manto usado pelos judeus religiosos) e o kippar ( sólidéo que ele usam sobre a cabeça), alimentando-se apenas de khasher, como os judeus; além de outros ritos, como condição para a salvação.
Uma questão de consciência.
Essas regras era o mínimo que se pedia para não escandalizarem os judeus cristãos.
Porém, mais por amor a eles, do que um meio de Salvação.
Uns acham que se trata de injunções e não ordenanças obrigatórias, usando como base ( Rm 14. 13 – 16; I Co 8. 7 -13; 10. 27-29).
Os contrario dizem que o assunto tratado por Paulo, nas citações acima, é outro.

CONCLUSÃO;

Causa-nos estranheza, hoje quando alguém levanta questões sobre usos e costumes, que as vezes, sequer aparecem na Bíblia ( exceto com interpretações subjetivas de certas passagens isoladas da Bíblia e fora do contexto), como condição para a salvação.
Vivemos os bons costumes, porque somos salvos e não para sermos santificados.
Tudo o que a consciência acusa, corrompe os bons costumes, viola santidade e causa escândalo, é pecado.

Bendito seja Deus Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que tem nos concedido o privilégio, de concluir ainda que resumido, o livro dos Atos dos apóstolos! Aleluia e muitas glorias ao nosso Deus, Amém e Amém!!